O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 12/07/2020

Embora o Art.205 da Constituição Federal de 1988 assegure educação a todos como direito fundamental e dever Estado fornecê-la, percebe-se que no atual país há falhas no cumprimento de garantia, especialmente no que concerne à sua aplicação para transformações sociais. Nesse contexto, nota-se que o emprego da educação no Brasil tem graves problemas, devido, não só à desigualdade econômica, mas também à ineficiência do governo em garantir os direitos já educacionais já estabelecidos.

A princípio, o ensino médio de qualidade, essencial para o futuro do aluno, é altamente capitalizado. Dados divulgados pelo INEP em 2019, revelam que as maiores notas do ENEM vêm de escolas do ensino privado. Depreende-se, portanto, que o estudante de baixa renda não tem acesso ao saber de maneira completa, pois ele vai cursar em colégios públicos com baixo padrão. Assim, futuramente será prejudicado ao disputar vagas para ingressar no ensino superior, impedindo-o de ter bom emprego e vida estável.

Ademais, o Estado não consegue levar educação à população mais pobre na sua totalidade, de modo que tal fica a margem da sociedade. Pesquisas do IBGE mostram que aproximadamente 11,3 milhões de brasileiros são analfabetos. Assim como, segundo o Instituto Paulo Montenegro, 29% são analfabetos funcionais. Logo, é preciso criar programas para integrar essa parcela, empregando métodos para otimizar o aprendizado, tornando-os posteriormente indivíduos mais conscientes, críticos e inovadores.

Dessa forma, pode-se constatar que a educação na transição social é importante. Nessa conjuntura, é necessário que o Ministério da Educação invista capital no orçamento das escolas de base, por meio da destinação de mais montante do PIB. Com recurso financeiro estas podem oferecer materiais, valorizar os professores, criar programas de inclusão destina à deficientes entre outros, a fim de democratizar o conhecimento e criar, assim, uma nação mais justa.