O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 12/07/2020

O ensino público brasileiro perdeu sua força em meio ao regime antidemocrático implementado na década de 60. Nesse período, houve a expansão e a criação de escolas particulares terceirizadas. Diante disso, sucedeu-se a limitação de verbas estatais às redes de ensino público. Atualmente, percebe-se a precarização das escolas estaduais, o que impacta diretamente na vida dos alunos, seja pela falta de oportunidades devido à má condição do ensino, seja pela desigualdade educacional propiciada entre a rede privada e a pública. Nessa perspectiva, o valor da educação nas transformações sociais no Brasil é de suma importância para desenvolvimento dos discentes.

Em primeiro lugar, o déficit educacional das instituições de ensino público fomenta a incapacitação da formação educacional de jovens ao mercado de trabalho. Sob tal ótica, muitos estudantes que ingressam nas escolas governamentais ficam à mercê da falta de uma infraestrutura adequada nas escolas, pela ausência de materiais didáticos, de alimentação, de uma monitoria assistida, de apoio social e pela supressão de aulas. Nesse contexto, muitos jovens ao concluírem os estudos, não possuem condições de ingressar em uma instituição de ensino superior pública e muitos não dispõem de condições financeiras para custear uma universidade privada, ficando excluídos em um mercado de trabalho cada vez mais exigente, qualificado e concorrido. Por isso, a má condição do ensino influência substancialmente na transformação social de muitos brasileiros.

Em segundo lugar, os reflexos da desigualdade econômica que assola o país sobrepõem de maneira inversamente proporcional a qualidade do ensino entre o público-privado. Nesse sentido, há estudantes que não conseguem ter acesso ao ensino, dado que muitos vivem em zonas afastadas dos centros urbanos ou necessitam trabalhar para se sustentarem. Além disso, existe também, a diferenciação de tratamento para com os alunos de baixa renda em comparação à elite classista. Essa discrepância daqueles, é observada pelo fato de que os estudantes de regiões periféricas são abordados pelo corpo docente do colégio, de maneira que não incentivem o aluno às práticas escolares e educacionais. Logo, a privação de oportunidades a uma qualidade de ensino desequilibra a educação nas transformações sociais no Brasil.

Portanto, percebe-se que o processo de desigualdade de ensino carece a educação nas transformações sociais. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. A cerca disso, um ensino hábil contribuiria para a mudança de vida das pessoa. Dessa maneira, é preciso que o Ministério da Educação e as Secretárias de Ensinos exerçam políticas-públicas de integração, como melhoria da infraestrutura e apoio social para conter a dissipação desses alunos.