O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 12/07/2020
Durante o renascimento, a busca por conhecimento fez com que a humanidade progredisse como nunca visto antes, deixando marcas presentes até a atualidade, como a descoberta do heliocentrismo. Entretanto, no Brasil, ainda é pouco a valorização da educação como motor de avanços sociais. Com isso, a influência da falta de acesso adequado para todos, bem como, um ensino pouco atrativo, corroboram para a manutenção do impasse.
A princípio, é válido ressaltar a ineficiência do estado em oferecer educação de qualidade para todos os cidadãos. Segundo a constituição federal de 1988, o acesso à educação de qualidade e gratuita, é direito básico da nação, no entanto, o reflexo atual é uma antítese a esse pressuposto. Assim, ao passo que em populações como ribeirinhas e comunidades de grandes metrópoles, sofrem com a falta de professores, matérias e ambientes educacionais adequados, faz com que não seja consolidado uma formação básica válida, encadeando no analfabetismo funcional. Dessa forma, essas parcelas da sociedade não conseguem se ingressarem no mercado de trabalho que exija conhecimentos técnicos ou até mesmo em universidades, levando-os a ficarem estagnados em classes sociais baixas.
Ademais, é essencial destacar que a ausência de um ensino dinâmico, está ligado ao problema. A par disso, o educador Paulo freire, defendia em só obra ‘’Pedagogia do oprimido’’, a educação como libertadora e a não existência de uma relação rígida entre educadores e educando. Desse modo, visto que no Brasil é presente um modelo mecanizado que faz os alunos se sentirem reprimidos diante da figura do professor e sem liberdade em sala de aula, ocasiona na evasão escolar, de índice 11,8% entre os jovens de 15 a 17 anos, de acordo com o IBGE, por consequência, sociedade estatal.
Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes no entrave abordado. Posto isso, urge do Ministério da Educação em parceria com a Receita Federal, por meio de um maior e melhor direcionamento das verbas das escolas públicas, realizar uma reorganização do espaço escolar, oferecendo salários aos profissionais da educação e materiais mais didáticos e de melhor interações entre alunos e professores, como jogos de lógicas q venham a incitar os jovens a reconhecer a escola como a maior oportunidades de passagem para o mercado de trabalho e universidades. Assim, será possível que o país consiga crescer de mameira socioeconômica e quebrar padrões como os renascentistas.