O uso e a cobertura do solo no Brasil

Enviada em 22/02/2021

Observando o cenário nacional em relação ao uso e a cobertura do solo, nota-se que nas quase duas últimas décadas houve milhares de quilômetros de vegetação florestal perdidas. Devido a necessidade econômica de se produzir alimentos e outros produtos essenciais à sobrevivência humana, fez-se necessário o desmatamento desenfreado de boa parte da vegetação nativa.

Ao longo dos anos, o solo vem passando por transformações advindas da própria natureza e pelo homem. A ciência responsável por analisar e intervir nessas modificações, torna-se de grande valia por captar e processar essas informações. Segundo dados obtidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), entre os anos 2000 e 2016, o Brasil perdeu 7,5% de suas florestas, o que equivale a quase trezentos mil quilômetros quadrados. Isso, pode afetar diretamente as mudanças climáticas e outros fatores como temperaturas elevadas e má qualidade do solo, tendo como consequência, a baixa produtividade.

Dessa forma, é sabido que qualquer alteração que ocorra no território, outros sistemas como um todo também são atingidos. O crescimento populacional implica em uma demanda maior de alimentos, requerendo o aumento da produção agrícola e exigindo da terra uma dinâmica elevada na produção. Por isso, o mapeamento da cobertura por meio do geoprocessamento é indispensável para obter informações sobre a ocupação e utilização da terra de forma eficiente.

Assim, é preciso compreender que o uso e a cobertura do solo no Brasil está em constante transformação e conhecer esse dinamismo possibilita entender que é importante o investimento em tecnologias com a finalidade de produzir mais, usando menos espaço e em políticas de revitalização das áreas territoriais não mais produtivas, permitindo com isso, a reutilização daquele ambiente.