O uso e a cobertura do solo no Brasil
Enviada em 20/02/2021
O Brasil é o terceiro maior exportador de alimentos do mundo. Em analogia, em um país em que boa parte da sua economia está centrada na utilização do solo, ironicamente, não leva em consideração que tal recurso não é inesgotável e que, o uso insustentável e abrangente da natureza agrava a renovação desta, intensificando-se o desequilíbrio entre o homem e a vegetação natural brasileira, principalmente. Dessa forma, nota-se que a falta de conhecimento diante dos impactos ambientais e a utilização exacerbada do solo, podem gerar conseqüências irreversíveis e devem ser discutidas.
Em primeira análise, é nítido que a herança ideológica de ignorância social conservou-se até os dias atuais e perpetuou a disseminação de práticas irracionais no que tange à utilização dos biomas brasileiros, em especial os solos. Dessa maneira, de acordo com a pintura “O sono da razão produz monstros”, de Francisco Goya, a ignorância, retratada pela sonolência, produz males à sociedade, como é o caso da má gestão da agricultura e pecuária no Brasil, que desmata áreas de forma desordenada e sem responsabilidade nacional. Logo, tais práticas insustentáveis diminuem drasticamente áreas naturais, o que implica na desarmonização de todo o ciclo ecológico e compromete milhões de vidas, inclusiva a humana.
Em segunda análise, vale ressaltar que a utilização exacerbada do meio ambiente intensifica, de forma direta, a problemática abordada. Similarmente, nota-se que, como apresentado no filme Wall-e, o planeta terra possui uma data de validade, a qual é minimizada com as práticas antropológicas desordenadas, que visam somente a utilização do meio natural e, consequentemente, deixa de lado práticas sustentáveis que corrigem o solo, o que faz com que ocorra o aumento de salinização e desertificação de áreas naturais. Portanto, há a necessidade de mudanças de hábitos e pensamentos, pois como apresentado pelo Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra do Brasil, o país perdeu 7,5% de suas florestas entre 2000 e 2016.
Por fim, diante dos argumentos supracitados, nota-se que deve haver mudanças no cenário atual. Analogamente, o Governo – principal órgão representativo da população e que rege leis-, deve intervir com recursos educativos que conscientizem a população sobre a importância da conservação da natureza, e fiscalizações mais eficazes, por meio de maiores verbas destinado ao setor ambientalista, juntamente com acordos entre agricultores para manter uma harmonia entre a terra que se poderá usar. Tais medidas devem ser tomadas para que haja o controle do solo brasileiro e a minimização de ideais errôneos. Somente assim, o Brasil conseguirá conciliar a agricultura com as práticas sustentáveis de manejo do solo e, contradizer o filme Wall-e no que diz respeito ao futuro do planeta Terra.