O uso de veículos de tração animal no Brasil

Enviada em 27/07/2021

Em pleno século XXI, ainda há formas desumanas e cruéis de tratamento para os animais, em específico, os cavalos, que são usados como veículos de tração para carroças, principalmente nas cidades interioranas do Brasil, servindo como mão de obra para o sustento de várias famílias de baixa renda. Ao dar sua força de trabalho, o cavalo é submetido a vários fatores estressantes, jornadas extenuantes de trabalho e maus tratos, os quais ferem o seu corpo e a sua dignidade.

Em primeira análise, o carroceiro o submete a fatores estressantes como longas viagens, excesso de peso tracionado, sol escaldante, trânsito caótico da maioria das cidades, além de maus tratos como chibatadas e gritos constantes, causando ferimentos na pele do animal, além de problemas estressantes.

Em outra análise, é sabido que essas famílias de baixa renda tiram o seu sustento através dessa atividade, porém, também sabe-se que os equinos necessitam de maiores cuidados e custos, geralmente altos, para que possam exercer suas atividades e não fiquem doentes, e isso é incompatível com a renda obtida por essas famílias. Esses custos incluem vacinações, vermífugos, alimentação e hidratação adequada, descanso necessário, manutenção dos cascos e ferragens, além de consultas veterinárias.

De acordo com o caso, é necessário o poder público de cada município reunir, debater e propor substituições ao uso de tração animal por uso de veículos elétricos ou motorizados, algo menos oneroso ás famílias, incluindo cursos de capacitações em parceria com instituições como o SESC/SENAI, além de fornecer linhas de crédito para a compra dos veículos e ter o sustento garantido, além de haver o resgate e o respeito á dignidade do equino, a qual foi afetada por uma atividade cruel e desgastante para o mesmo.