O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 18/10/2021

No filme “Ratatouille”,  um pequeno rato comanda o jovem Alfredo na cozinha através de reflexos nervosos estimulados por puxões em seu cabelo e, ao ser descoberto, muitos duvidam do seu dom na culinária, fazendo-o provar na frente do restaurante que é capaz. Fora da trama, percebe-se, no contexto atual, o uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil. Na qual o potencial dos animais não é preocupação para os indivíduos pesquisadores ou para aqueles guiados pelo lucro que se dispõem a abusar da existência de tais seres para a produção.Assim, entre os fatores que contribuem com essa problemática, destaca-se a lucratividade das empresas, juntamente com a negligência governamental.

A princípio, é importante avaliar que a busca pelo lucro de empresas, somada com o modelo econômico vigente, resulta em uma postura perversa no que diz respeito aos experimentos com animais.Essa situação acontece porque há uma hierarquia em que o ser humano se sente superior e coloca os animais na condição de objeto, para que esses tenham algum retorno financeiro. Assim, é possível fazer um paralelo com uma frase do escritor Millôr Fernandes, para quem “O que o dinheiro faz por nós não é nada em comparação ao que a gente faz por ele”, uma vez que demonstração que as escolhas morais de muitas indústrias dependentes dos benefícios que elas obtêm, podendo até mesmo submetro ou bicho ao sofrimento e a dor em prol de experimentos que darão uma alta lucratividade.

Em seguida, é necessário examinar a postura negligente do Governo, aliada com uma economia macrorreguladora, solidifica o problema .Isso ocorre porque o poder governamental não criou ferramentas eficazes que se aposentar o animal da condição de objeto dentro do sistema capitalista. Essa situação é percebida no pouco incentivo do Estado em pesquisas que substitua os experimentos com animais pelo uso de máquinas ou modelos sintéticos, por exemplo.

Portanto, torna-se evidente a necessidade de mobilização pelo fim dos testes em animais. Cabe ao  Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) juntamente ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) reforçar os recursos médicos à pesquisa científica brasileira, de modo a impulsionar o desenvolvimento de tecnologias alternativas. Este também deve fornecer subsídios a empresas que abandonam a prática, majoritário aderência do setor privado à causa. Por fim, instituições de ensino devem efetuar projetos educacionais e debates, com o objetivo de instigar nos jovens a respeito do tema. Assim, serão atingidos verdadeiros avanços nos direitos dos animais no Brasil.