O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 08/10/2021

Diante do ocorrido com os cães beagle, a sociedade brasileira dividiu opiniões a respeito do uso de animais em pesquisas e testes científicos no país, e, entre as diversas questões, a que tem mais relevância é se existem outros métodos para desenvolver produtos sem que animais sejam usados como cobaias.

O uso de animais em pesquisas científicas revolucionou a ciência no século XX. Desde então, cientistas já conseguiram desenvolver tratamentos e curas para diversas doenças através de testes feitos em animais. Segundo a revista americana TIMES, cerca de 75% das doenças epidêmicas que assolaram a humanidades estão controladas graças a esse método.

Entretanto, muitas marcas de cosméticos optaram por se posicionar contra os testes em animais. Logo, isso significa que há uma grande variedade de produtos disponíveis para compra (e uso) sem culpa. Algumas organizações de proteção animal, como a (Peta) People for the Ethical Treatment of Animals , defendem que técnicas alternativas são mais eficientes e baratas do que os testes em animais. Tal como, análise computadorizada, testes em pele produzida em laboratório e testes de contato em seres humanos são alguns dos métodos utilizados em países onde a legislação proíbe o uso dos animais em testes de cosméticos.

Vemos que a ultilização de animais para testes não é necessário em todos os meios. Portanto, é imprescindível que o Governo Federal restrinja, por meio de uma legislação aplicável e eficaz, a utilização de animais apenas em situações nas quais é estritamente necessária e insubstituível, de maneira a atender parcialmente ao desejo da sociedade brasileira. Ademais, é importante que  o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações fiscalize regularmente os laboratórios nos quais a prática discutida é indispensável, de forma a garantir o mínimo sofrimento das cobaias durante os processos.