O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 09/10/2021

Na série “Grey’s Anatomy”, entre outras temáticas, é retratado o uso de ratos para testes laboratoriais, porém com o fracasso da pesquisa, muitos animais morreram ou foram descartados. Tal representação não se difere da realidade, pois na contemporaneidade, mesmo com o avanço significativo da ciência, os animais são usados ​​em testes o que causa consequências negativas a eles. Com efeito, medidas concretas tornam-se necessárias para reverter esse quadro.

Nesse contexto, vale ressaltar que a sociedade contemporânea está fluída e desorganizada em várias esferas, como enfatiza o sociólogo Zygmund Baumann. Dessa forma, o uso em massa de testes científicos em animais é uma consequência de tal ação. Os pesquisadores exercem tais práticas pois os testes que necessitam de maior precisão são feitos apenas em animais, devido à política que permite o uso desses seres para testes. Entretanto com a evolução da tecnologia e da ciência é permitido por meio de códigos genéticos, obtidos ao longo do tempo, o uso desses meios para testes, sem afetar os animais, o que não é comumente utilizado.

Por consequência, tal prática produz fatores negativos aos animais. Exemplo de tal fato é o abuso desses seres, por meio de amplas práticas de testes, com perfurações de agulhas e bisturis, ou a agressão corporal por meio de produtos químicos. Desse modo, são causados, entre outros fatores, irritações dermatológicas, transtornos psicológicos e cegueira, além disso, caso não seja mais preciso a utilização desses animais, eles são submetidos a injeções letais. Tais consequências perduram a realidade da série “Grey’s Anatomy”.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Logo, pertence à câmara dos deputados o dever de elaborar um projeto de lei que vete o uso de animais para testes, por meio de determinações judiciais e apreensão de indivíduos que não cumprem com tal lei, a fim de promover a segurança e o bem estar dos animais. Ademais, cabe ao Governo do Estado, a tarefa de beneficiar as empresas que não exercitem testes em animais, por meio de incentivos fiscais, que garantirão melhores oportunidades a elas, como baixos percentuais de impostos por exemplo, com o fito de estimular o abandono aos usos de testes aos animais. Assim, espera-se que o conceito de modernidade líquida não se perpetue na contemporaneidade.