O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 07/10/2021
Lançado em Abril de 2021, o filme “Salve Ralph”, dirigido por Spencer Susser, é uma curta-metragem, que por meio de animação, conta a historia de um coelho, que detalha a sua vida, onde atua como cobaia, mostrando a tortura que sofreu em nome da humanidade. Os experimentos com animais têm sido fortemente discutido em âmbito nacional e internacional. Sendo assim, no Brasil, a prática de realização de experimentos em animais ainda é grande. Desse modo, causando dores, sofrimentos e traumas a esses inocentes animais. Nessa perspectiva, é necessário analisar o quão cruéis e desnecessários são esses experimentos em animais. É inaceitável que esta situação continue.
Em primeira instância, deve-se ressaltar que não há necessidade de utilizar animais como cobaias. Steve Jobs, um dos fundadores da Apple, disse certa vez: “A tecnologia impulsiona o mundo”. Nesse sentido, com o avanço da tecnologia, não é mais necessário usar animais em testes, e com a existência de peles sintéticas e outros recursos inovadores, cuntinuar usando os mesmos como cobaias é uma tortura desnecessária. Diante disso, também é importante enfatizar a crueldade desses experimentos destacando que os resultados dos testes são pouco aplicáveis em humanos.
De acordo com o cardiologista John Pippin, é antiético usar animais como cobaias porque os teste são cruéis e podem causar dor, sofrimento e até morte esses seres. Conforme é relatado na animação “Save Ralph”, esses animais sofrem queimaduras, desmembramento e perda de consciência. Nessa lógica, os testes em animais são uma espécie de tortura, porque os experimentos que eles são submetidos são dolorosos e podem ser evitados. Portanto, é evidente que a Lei do Meio Ambiente, que garante pena de três meses a um ano e multa para quem abusar, maltratar, ferir ou mutilar animais e no parágrafo 1 ° esclarece que também se aplica a fins didáticos e/ou científicos quando existirem recursos alternativos, não tem surtido efeito, pois não é feito nada a respeito.
Além disso, deve-se ressaltar que essa abordagem é necessária porque se conhece o comportamento de doenças e como são interações em um organismo vivo, sendo possível o desenvolvimento de tratamentos. Segundo a FioCruz, é necessário reduzir o número de animais, aprimorar a condução das pesquisas para minimizar o sofrimento e, por fim, encontrar métodos alternativos para substituir os testes “in vivo”. No entanto, tem havido muita discussão, mas quase nada foi feito. Portanto, é importante que o Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio das melhores distribuições de recursos, contribam para que as pesquisas continuem avançando sem que sejam prejudicadas ao longo do caminho da substituição dos “cobaias”. Logo, haverá uma sociedade mais responsável e consciente que se consolidará para que não haja mais “Ralph’’ contatndo o horror sofrido à custa do progresso.