O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 09/10/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, em que o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na contemporaneidade é o oposto do que o autor prega, visto que o uso de animais como cobaias em experimentos científicos apresenta barreiras, dificultando a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ausência de governos, quanto da falta de investimentos em novas tecnologias para combater tal crueldade. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.
Precipuamente, é fulcral pontuar que os maus tratos de animais em testes científicos deriva da baixa atuação dos governos governamentais, no que se refere à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir a proteção e bem-estar dos animais, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Espera à falta de atuação das autoridades, promove o aumento dos números de maus tratos a animais utilizados em testes científicos. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a falta de investimentos em tecnologias como promotor do problema. De acordo com Paulo André, engenheiro químico, afirma que pode-se substituir os testes em animais, com o uso de pele humana sintética a partir de enxertos doados em cirurgias plásticas. Partindo desse pressuposto, poucos cientistas possuem acesso a novos métodos alternativos justamente por não possuírem investimentos na área. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a falta de verbas contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o uso de animais em pesquisas científicas no Brasil, necesita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione o capital que, por intermédio do Estado, será revertido em tecnologias capazes de substituir os testes em animais, através de investimentos, como o uso de peles e simulações em computadores, um fim de combater tal problemática. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo dos maus tratos a animais usados em laboratório como cabaias, e a coletividade alcançará a Utopia de More.