O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 09/10/2021
Hodiernamente, muito se discute sobre o uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil. Na obra “Monalisa”, o artista Leonardo Da Vinci retrata a necessidade de equilíbrio entre homem e natureza. No entanto, no Brasil contemporâneo, é notório que esse balanço não é uma realidade, visto que animais são constantemente utilizados em pesquisas e testes científicos, que não trazem resultados significativos e favorecem a cultura da crueldade.
Em primeiro lugar, pode-se destacar que os testes em animais não são eficientes. De acordo com a PEA (Projeto Esperança Animal), as pesquisas científicas realizadas em animais não são seguras devido às grandes diferenças biológicas entre eles e humanos, os quais utilizam os produtos testados. Imerso nessa lógica, é possível afirmar que tais exames não possuem exatidão e não são seguros e, por isso, não devem ser realizados no país. Tal situação é retratada na série “Dr. House”, quando o protagonista de mesmo nome utiliza um remédio inovador que funcionou em camundongos, porém, em seu organismo, provocou o surgimento de diversos tumores.
Ademais, pode-se concluir que a realização de experiências científicas em animais coloca em questão a ética humana, uma vez que perpetua a crueldade. Segundo os pesquisadores William Russel e Rex Burch, os quais criaram os princípios de substituição de animais em pesquisas, o sistema nervoso do grupo em questão é similar ao humano. Isso significa que, durante os experimentos, os bichos utilizados sentem dor extrema e, ainda assim, o procedimento é ininterrupto.
De acordo com os fatos mencionados acima, pode-se concluir que o Poder Legislativo, como resposável pelas leis, deve proibir as pesquisas em animais e estabelecer multas para os laboratórios que não cumprirem essa norma, com a finalidade de proteger os animais e diminuir a crueldade. Feito isso, o equilíbrio buscado por Da Vinci poderá ser conquistado.