O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 08/10/2021
Contemporaneamente, um dos assuntos que causam mais revoltas entre ativistas são os testes realizados em animais. Ressaltando que, os testes em animais são inúmeros sendo extremamente comuns em diversas industrias, como por exemplo para, testes de cosméticos, toxidade alcoólica e tabaco, armas, consumiveis e outros.
A (Peta) People for the Ethical Treatment of Animals estima que 100 milhões de animais morrem em laboratórios todos os anos, devido a participações em testes científicos. Além disso, estes experimentos não estão limitados a uma espécie. Cães, gatos, peixes, roedores e macacos são submetidos diariamente a métodos torturantes. Ademais, um desses métodos envolve uma substância sendo esfregada na pele raspada e produtos químicos nos olhos, a fim de testar a irritação da pele e monitorar os efeitos colaterais de um ingrediente específico. Por conseguinte, ao término dos experimentos, os animais são executados frequentemente por injeção letal, gaseamento ou decapitação.
Entretanto, muitas marcas optaram por se posicionar contra os testes em animais. Logo, isso significa que há uma grande variedade de produtos disponíveis para compra (e uso) sem culpa. Algumas organizações de proteção animal, como a Peta, defendem que técnicas alternativas são mais eficientes e baratas do que os testes em animais. Tal como, análise computadorizada, testes em pele produzida em laboratório e testes de contato em seres humanos são alguns dos métodos utilizados em países onde a legislação proíbe o uso dos animais em testes de cosméticos. Para os ativistas do direito animal, os testes com animais, além de submeterem os bichos ao sofrimento, não trazem resultados precisos. Um caso famoso é o da talidomida, remédio vendido para grávidas que causou a deformação de fetos em várias mulheres nos anos 1950. Era usado como sedativo para aliviar as náuseas das mulheres grávidas, o remédio foi testado antes em animais.
Em suma, alternativas, como a substituição por células-tronco, simulações computacionais, tecnologia de DNA recombinante, necessitariam de investimentos públicos. Sendo assim, cabe ao governo investir em projetos que proíbam os testes em animais para produção de cosméticos, investindo em outras alternativas. Trinta e sete países, que constituem um enorme mercado consumidor, já aprovaram leis proibindo ou limitando testes em animais para cosméticos ou a venda de cosméticos testados em animais, incluindo os 28 países membros da União Europeia (UE). O Sindicato da Cultura, deve promover campanhas de conscientização, para que essa realidade atroz seja transformada.