O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 09/10/2021
No livro “A revolução dos bichos”, de George Orwell, é retratada uma revolta dos animais contra os humanos. Nesse sentido, a narrativa revela os maus tratos sofridos por animais no dia a dia. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada no livro pode ser relacionada àquela do século XXI: o uso de animais como cobaias em pesquisas e testes científicos no Brasil.
Em primeiro lugar, é importante destacar que o uso de animais em pesquisas científicas revolucionou a ciência no século XX, promovendo a criação de vacinas e soros que refletem de maneira positiva na saúde humana, além de evitar que produtos tóxicos sejam distribuidos diretamente às pessoas. Sendo assim, muitas empresas abusam da flexibilidade da legislação e visão apenas o lucro, objetificando o animal e causando danos irreversíveis a esse ser vivo.
Consequentemente, milhões de animais são expostos a produtos tóxicos para beneficio humano. De acordo com a People for the Ethical Treatment of Animals (PETA), 110 milhões de animais morrem em laboratórios todos os anos, devido a participações em testes científicos. Sendo assim, as pesquisas no Brasil, são norteadas pelos 3R’s: reduction, replacement e refinement, no qual o objetivo é a não exploração excessiva e desnecessária ao animal, visando também a sua qualidade de vida.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Governo Federal em parceria com o Conselho Nacional de Experimentação Animal (CONCEA), por intermédio de fiscalizações em indústrias que usam animais para realizar testes científicos e tornar as multas mais rígidas para àqueles que violarem as leis. Aliado a isso, é necessário a conscientização da sociedade, evitando dar lucros a empresas que violam os animais. Somente assim tal problemática será resolvida.