O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 08/10/2021
A evolução da ciência trouxe, indubitávelmente, produtos que facilitaram a vida da população. Entretanto, o debate acerca do uso de animais em experimentos para produtos está em destaque, como cosméticos e medicamentos de uso humano. Assim, evidencia-se um desafio de ordem social, ligado à economia e que deve ser analisado levando em conta à ética.
Segundo o pensamento marxiano, a economia é a base das relações sociais. De maneira análoga, nota-se que a prática de testes feitos com animais está muito ligada ao seu custo benefício, significativamente econômico. Além disso, há argumentos de que certos animais, como os camundongos, se tornam ótimas cobaias, por terem o seu genoma próximo ao humano. Desse modo, cria-se a ideia de que o uso desses animais seria um ato justificado, uma vez que ela se dá em nome do avanço da ciência, visando o bem-estar humano.
É pertinente ressaltar a ética frente ao uso de animais como cobaias. Segundo Imanuel Kant, o homem deve observar se as suas ações podem ser aplicadas a todos, sem que ninguém seja prejudicado por elas. Sendo assim, faz-se necessário analisar que a demanda humana por cosméticos, medicamentos e pesquisas científicas prejudica a vida animal, visualizando que, segundo o G1, cerca de 100 milhões de animais morrem, anualmente, em experimentos.
Diante disso, são necessárias medidas que zelem pela vida animal. Para isso, as empresas devem implantar meios alternativos, como o uso de impressoras 3D, a fim de suprimir o uso de animais nesses experimentos. O Ministério da Justiça, por sua vez, deve efetivar a lei contra testes em animais, promulgada em 2017, criando punições mais severas às empresas ainda ilegais. Além disso, as ONG’s e a população ativista devem perpetuar a luta contra os maus tratos aos animais, denunciando qualquer violação à lei. Dessa forma, a ética poderá alinhar-se ao bem-estar humano.