O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 07/10/2021
No curta-metragem de animação “Salve O Ralph”, divulgado pelo Humane Society International (HSI), conta a história de um coelho cobaia, que serve de teste para produtos cosméticos. Em um cenário hodierno, variadas pesquisas e ensaios clínicos e farmacêuticos são atrelados ao uso de experimento em animais. Embora envolva maus tratos, no Brasil esta prática é permitida e regulamentada. Por isso, entende-se que o uso das práticas se mantém pela não cedência a métodos alternativos, mesmo que haja disparidade nos resultados entre animais e humanos.
A priori, com o avanço da tecnologia foi sendo criados modos diferentes e confiáveis de se realizar um teste, porém muitos cientistas não dispensam a realização desses em bichos. No livro “Libertação Animal” (1975), de Peter Singer, o autor fala sobre o preconceito a favor dos interesses próprios de uma espécie e contra os de outra, dando-se o nome de “especismo”. Apesar de cultura de experimentação ser utilizada há anos e ter sido base para diversas evoluções na medicina, ela expõe a vida de outros seres vivos em risco, causando dor e até a morte, colocando, então, em questionamento a ética e a moral do homem. Contudo, é difícil compreender até que ponto humanidade conseguiria pôr em sofrimento animais indefesos em busca do benefício particular.
Em segundo plano, os testes realizados em animais, além de submete-los ao sofrimento, não trazem conclusões precisas. Sob tal ótica, está o caso da Talidomida, em que se refere à um medicamento cujo era usado para aliviar enjoos de gestantes, mas que causou deformação nos fetos das mulheres. Entretanto, a Talidomida já havia sido testada em animais e não houve nenhuma reação contrária. De acordo com a ONG Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (PeTA), se estima que cerca de 3 milhões de animais morrem ao ano, sendo que poderiam ser evitadas com a adoção das peles artificiais nos campos de pesquisas. Por isso, acredita-se que há motivos para uma mudança na cultura experimentalista e, que com os avanços feitos pela ciência, os bichos não precisem sofrer mais.
Portanto, faz-se evidente que são necessárias medidas para a redução dos impactos e dados causados pelo uso de animais em testes e pesquisas. Sendo assim, é dever do Governo, por intermédio do Ministério do Meio Ambiente, garantir a proteção aos animais, através de criação de leis, as quais devem estar relacionadas ao uso dos animais em experimentos, de modo a mitigar o abuso e crueldade feitas em laboratórios e, consequentemente, que isso fomente a adoção de métodos alternativos para a realização de estudos clínicos. Acreditando que, deste modo, a história do Ralph não venha se repetir.