O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 08/10/2021

Conforme o sociólogo Georg Simmel, a “Atitude Blasé” ocorre quando o indivíduo passa a agir com indiferença em meio às situações que deveria dar atenção. A ideia defendida pelo sociólogo é demandada nos dias atuais, já que no Brasil uma grande parcela das empresas usam animais em pesquisas e testes científicos, conquanto na prática se observam impactos ocasionados por esse culto, originado na Grécia Antiga, ao criar procedimentos antes de aplica-los em pacientes humanos. Diante dessa perspectiva faz-se pertinente a análise dos fatores que afetam os bichos, o que, por sua vez, deve ser tratado com rigor, por questões tanto técnicas quanto éticas.

Em primeira análise, é importante destacar a ausência de medidas governamentais para combater essa metodologia com bichos. Nesse sentido, toda população está exposta a testes científicos ineficientes, uma vez que de acordo com uma pesquisa realizada pelo Projeto Esperança Animal, esses estudos não são eficazes, visto que existem grandes diferenças biológicas. Consoante a filósofa Simone de Beauvoir, “o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”, o que infelizmente é evidente no país.

Por conseguinte, é fundamental apontar que esses métodos impulsionam conjunturas gradativas. Segundo uma pesquisa realizada pelo Humane Society Internacional, mais de 100 milhões de animais são utilizados em experimentos laboratoriais. Diante de tal exposto é procedente comparar essas experimentações como “vilões”, os quais designam graves prejuízos aos alimárias, já que são feitos de cobaia e submetidos a sofrimentos que podem os levar a morte. Em suma, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esse experimento científico. Para isso, urge que o Governo Federal crie, por meio de intermédios de recursos governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais conscientizando os brasileiros sobre a ineficiência desses procedimentos, a fim de enfatizar, de maneira simples, o quão grave é esse consumo de produtos testados em animais, bem como fiscalizações periódicas nos laboratórios garantindo a prática de procedimentos éticos. Somente assim, consolidar-se-á uma sociedade mais atenciosa as práticas realizadas ao redor, tal como afirma Georg Simmel.