O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 04/10/2021

Dados de uma pesquisa realizada pelo G1 afirmam que em média cerca de 41% da população brasileira é contra os testes científicos em animais, onde 29% são jovens entre 16 e 24 anos e adultos a partir de 40 anos com parcela de 40%. Embora seja uma conquista, o problema do uso de animais para testes científicos continua presente, visto que ainda são poucas as empresas no Brasil que fazem o contrário. Dessa forma, em razão da falta de debate e de uma lacuna educacional, emerge um problema complicado que precisa ser revertido.

Primeiramente, é preciso salientar que o silenciamento é uma causa latente no problema. Segundo Foucault, na sociedade pós-moderna muitos temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Diante disso, verifica-se uma lacuna em torno dos debates sobre os ensaios científicos em animais, o que contribui com o aumento da falta de conhecimento da população sobre a questão, tornando sua resolução mais dificultada.

Em segundo plano, outra causa para a configuração do problema é uma base educacional lacunar. De acordo com o filósofo Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. Sob essa lógica, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. No que tange as pesquisas e os testes em animais, verifica-se uma forte influência dessa causa, uma vez que os institutos educacionais não estão cumprindo com o seu papel no sentido de reverter e prevenir o problema, visto que não tem oferecido momentos para o debate e a discussão sobre a questão com os alunos.

Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, é preciso que as escolas, em parceria com a prefeitura, promovam rodas de conversa e debates sobre a questão no ambiente escolar. Tais eventos podem ocorrer no período de aula quanto no extraclasse, contando com a presença de especialistas no assunto e até mesmo representantes de empresas fabricantes de cosméticos que não fazem uso animal. Além disso, esses momentos devem ser abertos à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam a importância do monitoramento de casos assim e se tornarem cidadãos mais atuantes em busca de soluções. A partir dessas ações, poderá se consolidar um Brasil melhor.