O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 05/10/2021
O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas sociais que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que a utilização de animais em testes científicos e em pesquisas no Brasil afeta grande parte desses seres vivos. Assim, seja pela falta de empatia populacional, seja pela ausência de políticas públicas, o problema exige uma reflexão.
Convém salientar, de início, que a falta de empatia para com os animais usados como teste em laboratório é um entrave que precisa ser resolvido. Desse modo, quando se trata em usar animais para testar produtos, medicamentos ou qualquer outro tipo de substância antes de colocar no mercado para vender aos humanos, o que se analise é uma grande parcela dos animais, principalmente ratos e camundongos devido às curtas durações de gestações das espécies, sendo maltratados e usados como objetos, frutos de ações antrópicas que ultrapassam a ideia da ética. Tal fato ocorre, sobretudo, devido à falta de empatia de cientistas em não se importar com a vida de um ser vivo, além da ineficiência tecnológica em não ter meios alternativos para não precisar usar animais. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Ademais, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente eficazes para a resolução da problemática. Nesse sentido, segundo Abraham Lincoln, ícone político americano, a política é serva do povo e não ao contrário. Com efeito, em relação ao uso de animais em pesquisas e testes científicos, o que se percebe é justamente uma ideia oposta a que Lincoln defendeu, pois não há um conjunto de ações, de planos e de metas públicas voltadas à resolver o porblema, seja pela falta de fiscalizações em laboratórios, seja pela necessidade em aplicar multas naqueles que realizarem maus-tratos com animais, é inaceitável que essa situação se perpetue na sociedade contemporânea.
Infere-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar o problema. Para tanto, é imperiosa uma ação do governo, que deve, por meio de fiscalizações em todos os tipos de laboratórios que produz medicamentos, promover multas e punições para qualquer ato desumano e antiético, principlamente atos que causam dor e sofrimento ao ser vivo, a fim de proporcionar e impulsionar a necessidade de surgir outras maneiras de testar medicamentos e produtos, pois somente assim, observar-se-á um país mais justo e ético no qual todo e qualquer tipo de ser vivo existente possa ser tratado com importância e dignidade.