O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 19/11/2021
Os avanços científicos durante os últimos anos somente foram possibilitados pelo uso de animais em testes científicos, como testes de vacinas e medicamentos antidepressivos. Entretanto, a utilização de animais em processos que causariam dor e sofrimento geraram polêmicas, em que defensores dos animais alegam maus-tratos e sugerem novas alternativas para os testes. Dessa forma, faz-se necessário discutir a respeito da insubstituível utilização desses seres vivos em um contexto de avanços científicos, e as alternativas propostas pelos defensores na substituição dos animais.
Primeiramente, deve-se adicionar à discussão uma importante e necessária opinião, que é a de pesquisadores e especialistas, como biólogos, médicos ou veterinários. E segundo o relato de Silvana Gorniak, pesquisadora da faculdade de medicina veterinária e zootecnia da USP (Universidade de São Paulo), o uso de animais em testes científicos é imprescindível e não opcional. E determinadas pesquisas relacionadas a tratamentos médicos, somente foram possibilitadas com os experimentos em animais.
Segundo uma pesquisa feita pela agência federal americana Food and Drug Administration (FDA), é estimado que 92% dos testes aprovados em animais falham quando a pesquisa é transferida para um modelo humano. Sendo assim, foi-se desenvolvido métodos alternativos que podem ser mais eficazes e que evitariam o sacrifício de animais, como a pesquisa por Informações pré-existentes na literatura científica e métodos que utilizam o cultivo de células, tecidos e órgãos fora do organismo, em laboratório, e a junção de métodos como esses podem chegar a substituir testes, como o teste de Draize nos olhos de coelhos para avaliar o potencial de irritação/corrosão.
Em suma, há formas de substituição ou redução de determinados tipos de experimentos científicos em animais, como no caso do teste de Draize. Destarte, o Governo Federal deve restringir a utilização de animais, em situação que não seja insubstituível a presença dessas cobaias, para saciar a preocupação da sociedade quanto aos maus-tratos e mantendo a devida eficácia dos experimentos essenciais. E isso somente será possível através da implementação e estudo de novas formas de substituir esse tipo de prática nos laboratórios. E juntamente com o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), analisar possíveis casos de maus-tratos como no caso da Instituição Royal.