O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 20/11/2021

No ano de 1939, o cientista Gregor Mendel, desenvolveu um estilo de pesquisa chamado: organismo modelo, que se baseia em recorrer a uma espécie animal com um breve ciclo de vida para realização de experimentos científicos. Entretanto, apesar desse método ter ajudado a humanidade a curar-se de inúmeras doenças, o uso do mesmo ainda gera intensos debates éticos.

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, grande parte dos cientistas dizem que eles ainda são necessários, pois os animais ainda são os modelos mais parecidos com os humanos para se desenvolverem estudos científicos e tecnológicos em saúde, ou seja, ainda não há como substituir os animais em todos os testes. Sempre que existir um método alternativo com eficácia comprovada, ele deve ser substituído, pois a ciência tem o objetivo de abolir o uso de animais.

Porém, há um grande número de neurocientistas que sugere que animais não humanos possuem substâncias neurológicas que geram a consciência e comportamentos intencionais, ou seja, eles podem sentir dor. E mesmo assim, para testar drogas e insumos para a indústria, bilhões de animais – principalmente roedores, cães, gatos e primatas – são trancados em laboratórios anualmente e submetidos à práticas dolorosas.

Na maior parte dos casos, são utilizados animais de pequeno porte e cativos, para ajudar no manejo dentro dos institutos de pesquisa. Eles, por sua vez, nem sempre resistem aos testes que são aplicados e acabam falecendo. Estimativas da PeTA mostram que todo ano cerca de 115 milhões de animais são usados em pesquisa em todo o mundo, sendo que, desse total, três milhões morrem por ano.

Diante do exposto, alternativas, como a substituição por células-tronco, simulações computacionais, tecnologia de DNA recombinante, deveriam ser consideradas pelo Governo Federal. Cabendo ao mesmo investir em projetos como esses assim que possível substituir os testes em animais, investindo em outras alternativas.