O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 17/11/2021
Na obra “Monalisa”, o artista Leonardo Da Vinci retrata a necessidade de equilíbrio entre homem e natureza. No entanto, no Brasil contemporâneo, é notório que esse balanço não é uma realidade, visto que animais são constantemente utilizados em pesquisas e testes científicos, que não trazem resultados obtidos e favorecem a cultura da crueldade. Com tal efeito, medidas são necessárias para impedir estas atuações. È inadmissível que a liberdade dos animais seja negado, violando os princípios da Constituição Federal. È possível afirmar que tais exames não são seguros e, por isso, não devem ser realizados no país, desta forma, podemos dizer que é coerente que tais testes não são eficazes.
È necessário pontuar que os testes em animais não são eficientes. De acordo com a PEA (Projeto Esperança Animal), as pesquisas científicas realizadas em animais não são seguras devido às grandes diferenças biológicas entre eles e humanos, os quais são utilizados os produtos testados. Conforme Charles Dawin, naturalista e biologo britânico, o homem e o animal são semelhantes, demonstrando sentir: dor, felicidade, prazer e sofrimento. Uma questão muito importante de se ressaltar é a realização de experiências científicas em animais que colocam em conflito a ética humana, uma vez que conserva a crueldade. Segundo os pesquisadores William Russel e Rex Burch, os quais criaram os princípios de substituição de animais em pesquisas, o sistema nervoso do grupo em questão é semelhante ao do humano. Isso significa que, durante os experimentos, os bichos utilizados sentem dor extrema e, ainda assim, o procedimento é contínuo. Sendo assim, é inquestionável que, ao continuar tais ações, a sociedade fragiliza os seus princípios éticos e favorece a barbaridade.
Diante do mostrado, fica evidente que a utilização de animais em pesquisas científicas no país é um problema e, por isso, deve ser desestimulada e dispensada. Portanto, cabe ao Governo Federal, como órgão regulador da sociedade, realizar campanhas de conscientização da sociedade sobre a ineficácia de produtos testados em animais, por meio de redes virtuais e televisivas, um fim de diminuir o uso dessas e enfraquecer empresas que realizam tais procedimentos . Ademais, o Poder Legislativo, como resposável pelas leis, deve proibir as pesquisas em animais e estabelecer multas para os laboratórios que não cumprirem com essa norma, com a responsabilidade de proteger os animais e diminuir a crueldade. Feito isso, o equilíbrio buscado por Da Vinci poderá ser conquistado.