O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 15/11/2021

“A compaixão para com os animais é das mais nobres virtudes da natureza humana. ” De fato, a crítica de Charles Darwin não é verificada na questão do uso de animais em pesquisas e testes no Brasil, uma vez que determinados animais são retirados de seus habitats para servirem de cobaias em experimentos científicos. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude do silenciamento e a lógica capitalista.

Dessa forma, em primeira análise, a falta de debate é um desafio presente na problemática. Isaac Newton explica com a sua criação da Lei de Inércia que um objeto tende a ficar em repouso enquanto não há uma força sendo aplicado sobre ele. Indubitavelmente, há presente na sociedade a falta do conhecimento geral sobre o uso de animais em pesquisas e testes científicos, visto que pouco se fala nas mídias de massa e na escola, concebendo a desinformação e a desatualização da maioria dos brasileiros. Logo, urge tirar essa situação da inércia para atuar sobre ela, como defende o cientista.

Em paralelo, a priorização de interesses financeiros é um entrave no que tange ao problema. Inquestionavelmente, para Bauman, os valores da sociedade estão sendo colonizados pela lógica de mercado. Tal constatação é nítida em questão do uso de animais em pesquisas e testes científicos, uma vez que a maioria dos cientistas priorizam o resultado das pesquisas e dos produtos em realização do que o bem-estar do animal. Assim, inverter a lógica e colocar a segurança dos animais em primeiro lugar é urgente.

Portanto, é indispensável intervir sobre o problema. Para isso, o Poder Público deve investir em informações sobre o abuso dos animais usados em pesquisas, por meio de verbas, a fim de reverter a supremacia de interesses mercadológicos. Tal ação pode, ainda, ser divulgada nas mídias de massa, para que a população tome conhecimento. Ademais, o Estado deve proporcionar por um meio tecnológico avanços científicos, através de verbas, para que possa ocorrer a substituição do animal por outro meio menos desditoso. Paralelamente, é preciso intervir sobre o silenciamento presente no problema. Dessa maneira, o Brasil poderá ter menos pessoas insensíveis, em questão dos animais, como citou Charles Darwin.