O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 19/11/2021

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. O trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade se faz válido no contexto atual, uma vez que o uso de animais em experimentos representa uma pedra no meio do caminho das inovações científicas. Ele é feito, geralmente, para que os humanos sejam poupados de possíveis danos, porém, essa consequência se dá aos bichos. Assim, é imprescindível que a situação seja analisada, objetivando a remoção da pedra.

Primeiramente, é certo que a humanidade fez experimentos com bichos para que, se houver erros, aqueles que sofrem com esses, considerando o fato de que ela é racional,isto é, não quer,prejudicar a si mesma nesse quesito.

Consequentemente, os malefícios são para os animais, que passam por más situações e sofrem para que haja evolução, sobretudo na medicina. Isso se aparenta com o caso do personagem Sem Pernas, de Capitães de Areia, livro de Jorge Amado, pois o menino, coxo, apanhou para que os guardas tivessem diversão com a cena. Diante disso, vê-se que os Sapiens, que estão no topo da cadeia alimentar por conta da capacidade de pensar, submetem os seres inferiores mentalmente, até mesmo à morte, ansiando evoluir e ter ganhos maiores.

Em suma, é justo que haja avanço nos variados ramos da ciência, mas sem que outros seres vivos sejam afetados de forma maléfica. Então, o Estado brasileiro, que financia e coordena pesquisas pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Pesquisas, precisa impedir que animais participem de experimentos, por meio da sugestão de leis que desaprovem tal ato, para que a comunidade científica eliminem a prática. Além disso, a população deve cobrar isso, por intermédio de campanhas nas ruas a fim de que o governo cumpra sua parte. Desse modo, a pedra será eliminada, assim como o egoísmo dos homens, que visam à evolução.