O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 11/06/2021
Segundo a Lei da Inércia, de Newton, um corpo tende a permanecer em repouso quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da física, é possivel perceber essa mesma condição no que concerne o problema do uso de animais em pesquisas e testes, que segue sem uma intervenção. Nesse contexto, torna-se compreensível como causas a falta de debates bem como a priorização de interesses financeiros.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a falta de debate presente na questão. Sob esse viés, Foucault defende que, na sociedade pós-moderna alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Dessarte, percebe-se uma lacuna se referindo ao debate em torno do uso de animais em pesquisas, que tem sido silenciado. Assim, sem diálogo sério e massivo sobre o problema sua resolução é impedida.
Além disso, é conveniente lembrar que a priorização de interesses financeiros é outra dificuldade enfrentada. Theodor Adorno foi o filósofo que, cunhou significado a industria cultural para criticar a desvalorização da arte em meio ao capitalismo cultural. Diante dessa perspectiva, problemas como o uso de animais em pesquisas florescem em virtude da supremacia de interesses financeiros numa sociedade míope para os problemas que ultrapassam seu egoísmo, deixando a questão ainda mais complexa.
É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Destarte, as escolas juntamente com as prefeituras devem promover espaços no ambiente escolar para que sejam debatidas como a do uso de animais em pesquisas. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse e deve contar com a presença de familiares e especialistas no assunto. Esses encontros devem ser disponibilizados a comunidade e também webconferenciados com a ajuda do MEC, com propósito de aumentar o alcance e elucidar as pessoas sobre essa questão, a fim de que essas ajudem a promover soluções para algo constitucional como a integridade dos seres vivos.