O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 11/04/2021
Segundo Sartre, filósofo francês, o ser humano é livre e responsável; cabe a ele escolher seu modo de agir. Logo, com o avanço do sistema capitalista, recai sobre o homem o compromisso de fazer o mundo sofrer com menos problemas ambientais, extinguindo a exploração da fauna e da flora. No século XXI, a preocupação com o uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil, que sofrem abusos e maus-tratos diários, reflete essa realidade.
Percebe-se que a necessidade do uso de animais em laboratórios tem sido muito discutida. A Lei n° 11.794 diz que é permitido o uso de cobaias em pesquisa científica relacionadas com produção e controle da qualidade de drogas, medicamentos, entre outros. Ou seja, a Lei não proibe o uso de bichos, mas restringe sua utilização em apenas pesquisas científicas. Os pesquisadores dizem que os bichos são imprescindíveis para os experimentos, e por isso seu uso é permitido. Porém seu custo é exorbitante. Dessa forma, laboratórios procuram por métodos alternativos. Já se conhece novas técnicas capazes de substituir os animais em algumas pesquisas, mas não em todas.
Nota-se, também, que alguns institutos que fazem o uso de animais em suas pesquisas os maltratam e os colocam em situações precárias. Sabe-se que ao menos 50 drogas no mercado causam câncer em cobaias de laboratório. Mas elas são permitidas porque é admitido que teste em animais não são relevantes. Exemplificando, a P&G usou um almíscar artificial apesar de ter causado câncer em ratos. A empresa alegou que os resultados nos testes dos animais eram “de pouca relevância para os humanos”. Ou seja, as próprias empresas sabem que os resultados são inconclusivos e desnecessários, pois mesmo com resultados ruins os produtos testados ainda são utilizados.
É preciso que os indivíduos assumam, portanto, sua responsabilidade diante da utilização de animais em testes laboratoriais, uma vez que sofrem abusos e maus-tratos diários. Assim sendo, o Estado deve estimular o uso de métodos alternativos disponiblizando a verba necessária visando o fim dos maus-tratos laboratoriais, e quando sua utilização for imprescindível que respeite todas as exigências da Anvisa. As ONG’s, com as comunidades, devem resgatar os animais quando houverem denúncias, através de multirões, visando o fim desse ato tenebroso.