O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 11/04/2021

O livro “Ética e experimentação animal”, da célebre autora Sônia T. Felipe, independente de em que página se é aberto, traz constatações e reflexões aterradoras pertinentes a utilização de animais em experimentos científicos. Assim, a representação de estudos de argumentos diversos sobre o tópico reverbera aspectos da sociedade brasileira presentes até os dias de hoje, sustentados por pilares de pouco investimento em substitutos de animais.

É importante ressaltar primeiramente de que forma a falta de educação nesse campo permite a contínua experimentação em animais. No Brasil, é necessário por lei que todo medicamento, incluindo vacinas, passe por um período de testes em seres vivos. E ,apesar, de possibilitar inúmeros avanços para a medicina e biologia, hoje o processo é alvo de intensos debates éticos, uma vez que existem métodos alternativos, dentre eles a política dos 3Rs, criada durante a Conferência da Terra, que visa diminuir o número de animais usados.

Dentre as alternativas sugeridas pelo principio anteriormente mencionado está a cultivação de culturas celulares.Contudo, o processo requer um trabalho de qualidade, além de boas condições, para ser realizado de forma eficaz, desafio que torna-se gradativamente maior tendo em vista cortes de verba na área. De acordo com Carlos Cury, determinadas pesquisas, sobretudo em laboratório, serão prejudicadas imensamente.

Diante do anteposto, medidas urgentes precisam ser tomadas a fim de diminuir o uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil. Portanto, é imperiosa a ação do MEC que deve, em conjunto da mídia e por meio de aumento de verbas, palestras e seminários sobre o assunto desconstruir métodos ultrapassados de testagem em favor de diminuir o número de animais usados em laboratório. Pois, de acordo com Isaac Asimov, se o conhecimento pode criar problemas, não é através da ignorância que podemos solucioná-los.