O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 11/04/2021
Entre as etapas que constituem os processos de elaboração de boa parte dos recursos dispostos à humanidade por meio de pesquisas científicas, é incluído, em algumas áreas, testes em animais, no qual é permitido por lei e imprescindível para determinar a eficácia de estudos referentes ao bem da humanidade. Entretanto, o mal tratamento e exposição inadequada desses animais, bem como a falta de investimento em recursos eficazes de substituição dessas cobaias em boa parte dos testes, colocam a vida desses animais em risco e determinam a crueldade humana. Desse modo, é necessário analisar os fatores que contribuem para a manutenção da problemática no país.
Nesse viés, é preciso enfatizar que os experimentos realizados em animais coloca em jogo a ética social, visto que a crueldade é perpetuada em muitos ambientes de teste. De acordo com pesquisadores responsáveis pela ideia de substituição de animais em pesquisas, William Russel e Rex Burch, o sistema nervoso dos animais funciona em semelhança com o humano. Dessa forma, assim como os humanos, os animais, assim como os indivíduos, sentem dor ao serem expostos a procedimentos que envolvam métodos violentos. Um exemplo dessa situação é mostrado no documentário canadense “MTD”, ao qual é retratado o sofrimento, ferimentos e transtornos psicológicos dos animais ao serem expostos a determinados testes em laboratório. Assim, o contexto em que estes animais estão inseridos refletem diretamente na moral humana, onde a vida dos animais não é valorizada.
Ortrossim, o descaso estatal com a utilização de novos métodos de uso para testes, corrobora ainda mais para o crescente uso de animais em pesquisas científicas. Sabe-se que a aplicação de modelos matemáticos e computacionais, técnicas in-vitro com tecidos humanos ou animais são algumas alternativas existentes para a substituição dos testes nos bichos, que não descartaria totalmente o uso dos animais, mas ocasionaria em uma dimuição, deixando o uso dos animais para casos realmente necessários. Dessa forma, com a iniciativa de investimentos ao emprego desses métodos, a vida dos animais seriam preservadas.
Portanto, diante do exposto, ações cabíveis são necessárias para a resolução do problema. Logo, cabe ao Estado, responsável pela regulação social, a criação de medidas que determinem o uso de cobaias animais apenas em pesquisas de necessidades urgentes e a punição e fechamento de locais que não seguissem o proposto, por meio da intensificação da fiscalização nesses, com o fito de reduzir as práticas violentas sofridas pelos animais de teste e preservar a vida dos mesmos. Ademais, será possível obter o equilíbrio entre a sociedade e a natureza.