O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 11/04/2021

Os animais na ciência

No Brasil e no mundo ainda ocorre grande utilização de animais vivos em pesquisas e testes científicos. Atualmente é bem recorrente a discussão quanto ao uso de animais em experimentos e o sofrimento deles, que são submetidos muitas vezes de maineira irregular a testes de produtos nocivos a eles. É de extrema importancia o apontamento de maneiras de diminuir ou substituir o uso de animais na produção de cosméticos e medicamentos.

O Instituto Royal foi invadido por ativistas em 2013 após denuncia anônima de maus-tratos, que alegava que cães utilizados em testes estavam sendo sacrificados de forma irresponsável. Embora os ativistas tivessem a boa intenção de salvar as vidas dos cães, o laborátorio classificou o ocorrido como terrorismo contra as pesquisas científicas. Com a invasão do laborátorio o debate  se popularizou nas redes com varios artistas e pessoas de grande influência expondo suas opinióes em defesa do fim da experimentação de medicamentos e cométicos em animais. Mas a realidade atual é que ainda não foi encontrado uma forma de substituir, completamente, o uso de animais em experimentos, como afirma a pesquisadora da Faculdade de Medicina e Zootecnia da USP, Silvana Gorniak, “o uso de animais em experimentos não é opcional, existem situações em que eles simplismente não podem ser substituidos”.

Embora a utilização de animais para a ciência e para o ensino seja permitida por lei no Brasil, diversos  ativistas e pesquisadores conflitam e refletem sobre a autorização da presença de animais em pesquisas científicas. As leis européias protegem mais os animais do que as leis brasileiras. Pois, na Europa, mesmo sendo obrigatória a testagem em animais para a produção de medicamentos, na produção de cosméticos é proibido a experimentação em animais, visto que é possível testar cosméticos em pele humana doada aos laboratórios após cirurgias plásticas.

Conforme o exposto pode-se concluir que deve-se diminuir experimentação em animais sempre que for possível enquanto não há uma forma de substituí-la por completo . Portanto, cabe ao  Estado reformular as leis para que protejam os animais, proibindo a testagem de produtos cosméticos e restingindo a experimentação na área da saúde apenas para casos onde realmente não há como substituir os testes em animais. Diminuindo assim o sofrimento em massa de animais inofensivos e apressando os cientistas a encontrarem formas eficazes de substituir o teste em animais.