O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 11/04/2021

“Não importa se os animais são incapazes ou não de pensar. O que importa é que são capazes de sofrer.” disse Jeremy Bentham. Infelizmente, grande parte das pesquisas no Brasil atual ainda tem como cobaia os irracionais. O uso de animais em testes científicos pode ser considerado exploração, pois deslegitima a dor dos bichos. Além disso, os experimentos em vigor visam apenas a certifição da eficácia do produto ou medicamento, a qual nem sempre é científica.

De acordo com a Comissão de Ética no Uso de Animais, todo e qualquer experimento tendo a espécie em questão como objeto de uso passa por uma profunda análise, e o processo de aprovação da pesquisa ocorre usando a ética. Esse fato soa incoerente pois nenhuma tese tem completa veracidade precedente o experimento, logo não conhecendo o resultado e as possíveis sequelas e consequências. Além disso, pesquisas afirmam que o sistema nervoso dos seres humanos e dos animais é similar, transformando a ética assegurada acima em não empática pelos altos riscos.

Um outro ponto importante de questionar-se é o principal objetivo dos testes em animais, a comprovação. Segundo o Projeto Esperança Animal, esse tipo de experimento não é seguro e eficaz, devido as diversas diferenças biológicas entre as espécies em evidência. Podemos observar essa afirmação nas diferentes reações de cada organismo recebendo os mesmos alimentos e o fato de existir inúmeras rações que diferem-se dependendo da necessidade do animal. “Muitas doenças a gente consegue curar em animais desde a década de 80, mas não conseguimos curar em humanos. Como vamos justificar que a pesquisa em animais cura seres humanos?” dissertou e questionou Sérgio Greif, no livro A Cobaia.

Diantes  dos fatos apresentados, é preciso que o Ministério do Meio Ambiente, com o apoio dos grandes líderes e defensores da causa animal, proponha uma melhoria no processo de fabricação de produtos e medicamentos. Para isso, deve-se criar uma nova tecnologia com métodos mais seguros e científicos para a validação das teses, assim eliminando os rotineiros usos de animais em testes. Programas de supervisão dos laboratórios de experimentos tem de ser criados e a conscientização da sociedade sobre os dados redigidos na dissertação, através de políticas públicas, ajudaria na cobrança do cumprimento das novas normas. À vista disso, a luta pela extinção da dor e do sofrimento dos animais citado por Bentham dará um grande passo e o uso de animais em testes e pesquisas no Brasil irá cada vez mais sendo inexistente.