O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 11/04/2021
A expressão “in vitro”, oriunda do latim “em vidro”, consiste em uma técninca de ensaio realizada fora de um organismo, utiliza-se esse método para teste de cosméticos. Entretanto, essa técnica, que é muito eficaz na industria de beleza, não apresenta mesmo resultado quando aplicada no teste de medicamentos, sendo assim, utiliza-se animais para pesquisas científicas farmacêuticas. Logo, o uso desses animais em pesquisas e testes científicos abrange não só os desafios éticos, como também o compromisso com avanços tecnológicos na ciência. Desse modo, é necessário discutir esse paradoxo.
Nesse contexto, vale ressaltar que a razão pelo qual o uso da técnica “in vitro” não ocorre em muitos dos testes de medicamentos consiste no fato de que esse metódo não replica um indivíduo, e sim, um pedaço de tecido, dessa maneira, não é possível prever o resultado do uso do medicamento no ser humano, sendo assim, não seguro mover para etapa de testes com seres humanos, visto que não há obtenção de informação suficiente para garantir a segurança do indivíduo em questão, colocando-o em risco. Por isso, o uso de animais em testes científicos ainda é protagonista na indústria farmacêutica.
Todavia, é importante mencionar que os testes de medicamentos e cosméticos em animais, mesmo que legais perante a lei, podem acarretar a morte desses seres vulneráveis. Por analogia, durante a Segunda Guerra Mundial, nos campos de concetração, era comum o uso de prisoneiros judeus para testes laboratoriais, a crueldade cometida pelos nazistas proporcionou avanços na medicina, no entanto, é unânime que essas práticas horrendas são abomináveis. Nesse caso, avanços tecnólogicos não justificam a atrocidade, enquanto que os testes em animais, infelizmente, são justificados posto que salvam vidas humanas. Dessa forma, é imprescíndivel analisar a amenização dessa situação.
Portanto, é preciso que medidas sejam tomadas para dar fim ao paradoxo do uso de animais em pesquisas científicas. Para isso, o Ibama, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais, deve investir na criação de um laboratório exclusivo para procura de alternativas para substituir os animais nesses testes, os recursos virão por meio da criação de uma lei que exija que as empresas farmacêuticas que utilizam dos testes em animais, invistam 20% do valor de suas pesquisas no labaratório do Ibama, com o intuito de, eventualmente, encontrar uma solução a longo prazo que permita o fim da crueldade com animais inocentes.