O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 11/04/2021

Menos animais na ciência

Com o advento da Revolução Informacional, diversas mudanças ocorreram quanto à importância do homem em meio a indústrias, uma delas foi a substituição do homem por máquinas. Entretanto, o uso de seres vivos em pesquisas científicas se mantém. A razão disso é a indispensabilidade de animais na realização de experimentos para a indústria farmacêutica, além de uma falta de interesse em mudar essa situação.

Primeiramente, destaca-se que ainda que não há substitutos para animais na produção de medicamentos, entretanto, existem alternativas na produção de cosméticos, uma vez que, diferentemente das drogas que necessitam do corpo como um conjunto, os cosméticos possuem maior enfoque na pele, o que pode ser facilmente trocado por processos “in vitro". Ou seja, mesmo que haja necessidade do ser vivo nessa área, essa quantidade pode ser reduzida.

Em 1959, Russel e Burch estabeleceram os chamados três Rs da experimentação animal: Replace (substituir), Reduce (reduzir) e Refine (refinar). Os Princípios de Russell-Burch, desde então, são considerados compromissos em meio a sociedade científica, mas que frequentemente não são postos em prática devido a menores custos e maiores facilidades na utilização de animais, do que na descoberta de um substituto.

Portanto, visando à diminuição de seres vivos em experimentos científicos, o Ministério da Saúde deve realizar maiores investimentos em uma alternativa. Isso deve ocorrer por maior fluxo de capital em instituições de ensino qualificadas na área. Com isso, será possível reduzir o uso de animais em testes e formar um meio científico mais sustentável.