O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 11/04/2021

“Não se sente mais a dor do outro.” O pensamento do filósofo Lipovetsky pode ser relacionado diretamente com a questão do uso de animais em pesquisas científicas no Brasil. Infelizmente, mesmo com o avanço científico, a ciência ainda preza pela opção do uso de animais em experimentos, seja de remédios e vacinas, seja de cosméticos. Logo, para que não haja mais o sofrimento desses, entraves precisam ser solucionados.

Em primeiro plano, o Brasil é um dos países que mais utilizam os animais como cobaias para suas pesquisas científicas. Por um lado, é possível afirmar que, se não fosse pela colaboração deles, remédios, vacinas e tratamentos como por exemplo, a quimioterapia, teriam um grande atraso dentro da sociedade. Porém, com grande influência da Revolução Técnico-Científica, a ciência atualmente está muito mais capacitada de desenvolver métodos para mudar essa realidade que tanto atinge os animais.

Em segundo plano, no ano de 2008, foi criado o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal – CONCEA, que juntamente com a Lei Arouca, foram estabelecidas dentro Brasil com o objetivo de regulamentar, através da ética, a atividade científica que envolvesse a utilização de animais vivos. Entretanto, a garantia da segurança desses animais acaba não sendo válida, pois existem diversos experimentos clandestinos que passam por cima de qualquer ato moral e lei. Na Europa, por exemplo, já é crime a fabricação de qualquer cosmético que haja a participação deles, mas infelizmente no Brasil ainda é uma pauta bastante a ser discutida.

Portanto, o uso de animais em pesquisas científicas precisa haver uma redução no solo brasileiro, ou até mesmo, ser combatido. Para isso, o Ministério da Ciência e Tecnologia deve, por meio de inovações, como a criação de similadores, garantir a redução da colaboração dos animais nos testes dentro dos laboratórios. O governo brasileiro também, através de ampliações na Lei Arouca, deve restringir e criminalizar o uso dos animais na fabricação de produtos de beleza, trocando-os pelo uso da pele 3D em seus testes. Logo, esse assunto irá ser visto com mais relevância dentro da sociedade, e contrariando Lipovetsky, poderá sentir a dor do outro.