O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 11/04/2021

No livro “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell, é retratada a revolta dos animais contra os humanos, por conta dos maus-tratos sofridos diariamente. Fora da ficção, observa-se, no atual contexto brasileiro, o debate acerca do uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil. Essa realidade se deve, essencialmente, à discussão sobre os avanços que as chamadas “cobaias” trazem para a ciência, bem como às consequências que esses experimentos trazem para os animais.

Em primeiro plano, destaca-se que o uso de cobaias, em sua maioria de ratos, contribuiu para a criação de diversos medicamentos e para a cura de muitas doenças, tanto para humanos, como para animais. Os testes são necessários para, por exemplo, produzir um produto ou remédio para a população, com uma garantia de que não irá adicionar reações nas pessoas futuras. Dessa forma, além de prever reações em humanos, os cientistas estão cada vez mais avançando nesse setor. Portanto, para a ciência, a realização de testes, principalmente em roedores, é de suma importância.

Por outro lado, ressalta-se que de acordo com o site G1, 100 milhões de animais morrem todos os anos, devido à participação em testes científicos. Consoante à teoria de Karl Marx, a busca pelo capitalismo, pelo dinheiro, ultrapassa valores éticos e morais. Nessa perspectiva, vale citar que muitos laboratórios visam apenas ao lucro e não cumprem os regulamentos para o uso ético de animais e, dessa forma, os expõem a maus-tratos, levando-os a morte, na maioria dos experimentos.

Portanto, com o intuito de amenizar essa problemática, o Governo Federal, juntamente com o CONCEA (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal), devem legalizar e fiscalizar a aplicação da Lei, proposta na Constituição Federal de 1988, por meio da contratação de profissionais que verifiquem a aplicabilidade da Lei, através de visitas constantes à laboratórios que usam animais em seus experimentos e, dessa forma, garantir o seguimento dos regulamentos. Feito isso, será possível resolver a problemática.