O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 11/04/2021
O seriado de animação infantil “Pinky e Cérebro”, popularizado nos anos 90, é ambientado em um laboratório científico, e tem como protagonistas dois ratos de testes. Fora do plano cinematográfico, é possível enxergá-los como cobaias, caracterizando um cenário de utilização de animais em pesquisas. Infelizmente, essa conjutura também é vista no Brasil. Essa cena deplorável é fruto tanto falta de empatia humana quanto da baixa autuação estatal. Diante disso, é fundamental o reconhecimento das raízes e dos frutos que favorecem esse quadro deletério.
Sob esse viés, é fulcral pontuar que a ideologia humana, no que concerne o seu posicionamento supremo em detrimento a outros animais, é catalisadora do óbice. Partindo desse pressuposto, conforme noticiado pelo portal G1 em 2018, muitos animais são submetidos a testes laboratoriais nas indústrias de comésticos e medicamentos, onde podem causar sofrimento ou danos a sua integridade física e pscicólogica. Com isso, é necessária uma mudança radical no pensamento social e cientifíco, que busquem alternativas para testes sem animais, e , assim, cultivem uma ideia mais empática de preservação na vida desses seres.
Ademais, é imperativo ressaltar que no Brasil existe legislação específica que trata do uso de animais para fins de pesquisas, condicionando formas de utilização dessas cobaias. Entretanto, devido ao baixo rigor legal e somada a falta de fiscalização, o estado acaba por corroborar com essa situação de exploração. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado tem o dever de garantir o bem estar social, porém deixa de cumprir o seu dever constititucional ao neglênciar esse problema.
Depreende-se, portanto, que para sanar esse empecilho, é imprescidível que o Congresso Nacional reformule a legislação vigente por meio de um projeto de lei para proibir a utilização de cobias em pesquisas, com a finalidade de garantir a segurança desses animais. Bem como, liberar recursos financeiros para investir na busca por novas tecnologias invitro, alcançando assim, o bem estar social proposto por Hobbes.