O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 11/04/2021
Na obra “Minha Vida Fora de Série 3”, da autora Paula Pimenta, a personagem principal do livro, Priscila, luta ativamente a favor dos direitos dos animais. No Brasil, não é novidade a ocorrência de diversos casos de maus-tratos, como são relatados no livro. Um exemplo, é o uso de animais em pesquisas científicas, mesmo que existam alternativas a prática.
Segundo o cientista Marcelo Morales, os testes em animais são extremamente prejudiciais, causando dores, sofrimento, angústia, além de, em muitos casos, originar transtornos psicológicos. Ademais, os resultados obtidos nos testes podem não condizer com a interação que ocorre no corpo humano, ou seja, nem sempre são equivalentes. Semelhantemente ao pensamento contrário de Marcelo Morales, no livro de Paula Pimenta, é evidente que Priscila é adepta a uma posição antagônica em relação aos testes em animais.
Muitos cientistas justificam a utilização de animais em testes científicos afirmando que não existe outra forma de realizar as provas. No entanto, há diversas formas de anular o emprego de animais, como, por exemplo, com a aplicação de programas computacionais e técnicas com tecido humano, conhecidas como in-vitro. Inclusive, tal solução é possível e já é utilizada nos dias de hoje, com diversas marcas de cosméticos não testando em animais, como Eudora, The Beauty Box, Granado e Vult, sendo todas brasileiras.
Portanto, o uso de animais em pesquisas científicas é extremamente antiético e deve ser abolido. Sendo assim, o Governo Federal deve criar leis que proíbam essa conduta, enquanto o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), deve assegurar que a lei está sendo comprida e que nenhum animal esteja sendo utilizado em experiências científicas. Assim, ambos os órgãos estarão contribuindo para um mundo científico mais ético, além de, como efeito, impulsionar novas tecnologias, com o viés de substituir totalmente o uso de animais.