O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 11/04/2021
Se os animais falassem, eles seriam utilizados em testes?
Segundo o artigo 32 da lei 9605 da constituição de 1988, “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos é julgado com uma detenção de três meses a um ano e multa”. Através de testes em animais, a anestesia, a penicilina, remédio para pressão alta, avanços no combate ao HIV, entre muitos outros, foram comprovados e se mostram eficientes em pessoas até hoje. Contudo, a discussão da bioética e a indagação sobre o uso de bichos na realização de testes para o desenvolvimento de cosméticos e remédios são assuntos em ascensão.
Os testes de sensibilização cutânea não são totalemente eficazes, já que o sistema imunológico de ratos e coelhos, por exemplo, é diferente dos seres humanos e muitas vezes causa um falso negativo. O níquel presente em bijuterias é alergênico em vários cidadãos, porém não apresenta reações aversivas em animais. Afim de chegar em experimentos alternativos, os cientistas criaram o método in vitro, que consta com a ausência de vertebrados. Tal método parece ser a solução perfeita mas geralmente são utilizados reagentes de origem animal, como o soro bovino fetal (fetos são retirados das vacas e para a obtenção do soro, o bezerro sangra até seu óbito, sem contar que o procedimento é feito sem anestesia).
É inaceitável prejudicar um ser humano em nome da ciência, mas a exploração de animais é favorável, sendo que os bichos não têm poder de escolha e não falam. Entretanto, há a possibilidade de fazer pesquisas nas quais as células e as camadas de pele humanas são recriadas. Apesar de que ainda não existe uma forma de simular o sistema imunológico, já é um grande avanço.