O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 11/04/2021
Nos engenhos de açúcar, predominantes no período colonial do Brasil, a tração feita pelos bois era utilizada para realizar a moeção da cana-de-açúcar, por ser uma alternativa barata e efieciente. Semelhante a essa época, atitudes como as dos engenhos são praticadas ainda hoje. se estendendo à pesquisa científica brasileira, em que os animais servem de cobaias para os experimentos. Assim, essa prática não garante exatidão nos resultados, além de que é prejudicial ao animal.
Em primeira análise, é fato que os testes em animais não são eficientes, já que não garantem total confiabilidade. Sob esse viés, segundo o Projeto Esperança Animal - PEA -, devido às diferenças biológicas e fisiológicos entre animais e humanos, esses testes não podem ser considerados seguros. Isso pode ser visto em um episódio da série “Dr. House”, em que um dos personagens, após idealizar um medicamento revolucionário e o testar em camundongos, percebe que, ao invés de curar a determinada doença, agrava o quadro, tornando-a ainda mais perigosa e letal. Logo, é evidente que tais procedimentos não devem ser realizados, uma vez que podem colocar em risco a vida dos que, no futuro, utilizarão o produto final em consequência da sua ineficiência.
Ademais, tal prática se torna muito prejudicial ao animal, visto que os testes envolvem procedimentos crueis e desumanos. Nesse sentido, isso pode ser provado observando, por exemplo, os testes da indústria de cosméticos, em que - segundo a página InfoEscola - são aplicados os produtos em coelhos, até que causem edemas graves e hemorragias cutêneas, tudo isso feito sem anestesia. Nesse âmbito, essas ações vão contra o que diz no artigo 32 da Lei Ambiental, que carecteriza as experiências dolorosas ou cruéis em animais vivos como crime. Com isso, essas experiências se caracterizam como uma afronta à ética, por submeter um ser vivo a situações de tortura, muitas vezes culminando na morte do animal, as quais devem ser proibidas.
Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver a problemática do uso de animais em pesquisas no Brasil. Para isso, o Ministério da Saúde deve promover campanhas educativas sobre produtos testados em animais, por meio de redes visuais, para fomentar a sociedade a diminuir o uso desses, enfraquecendo as empresas que ainda realizam seus testes em animais. Paralelamente, o Ministério da Justiça deve aumentar a pena para laboratórios que praticam tal ação, por meio de um projeto de lei entregue ao Legislativo, afirmando que a prática dos testes em animais terá a multa aumentada em cinco vezes, além de ter o estabelecimento fechado. Destarte, a sociedade brasileira conseguirá viver em harmonia com a vida animal, privando-a de atos de crueldade advindos dos testes científicos.