O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 13/02/2021

A Medicina durante a Grécia Antiga era baseada em estudos anatômicos e testagens em animais, como Hipócrates (o pai da Medicina) realizava. Nesse aspecto, apesar da modernização mundial, os seres vivos ainda são caracterizados como cobaias. Sob tal ótica, contraria reflexões éticas justificadas na harmonia holística, apesar da inserção de um contexto de pré Quarta Revolução Industrial com o poder de desenvolver técnicas avançadas. Logo, é inerente ao poder público brasileiro a defesa dos animais conjunto com o aprimoramento científico.

Observa-se, em primeira instância, que é claro que a utilização de seres vivos para testagens contradizem a bioética. Consoante com o filósofo alemão Immanuel Kant, os comportamentos coletivos devem pautar-se na manutenção do equilíbrio social e direcionamentos para toda a sociedade. Nessa perspectiva, os procedimentos que possuem o risco de interferir negativamente na fauna devem ser substituídos. Certamente, há a interferência do nicho ecológico e da sobrevivência natural dessas consideradas cobaias, o que caracteriza como um comportamento egoísta da humanidade.

É válido ressaltar, em segunda instância, que o século atual está pautado no intenso progresso científico que motivam as descobertas aceleradas. Contudo, o Brasil investe aproximadamente cerca de 1% em pesquisa e desenvolvimento, ou seja, um percentual precário - conforme o portal G1. Desse modo, a precariedade do auxílio governamental inviabiliza que a atual revolução da indústria utilize métodos inovadores de testagens no país. Por conseguinte, os animais são alvos de procedimentos arriscados devido ao impedimento das inovações na Ciência.

Evidencia-se, portanto, que é inegável o atraso nacional em pesquisas que substituam a utilização de seres indefesos. Para isso, o Ministério da Tecnologia e Inovações deve aumentar significativamente o subsídio financeiro para motivar o desenvolvimento de técnicas tecnológicas qe permitam o avanço da saúde sem interferir na vida da fauna e com base haja o progresso dificultar a exploração dos animais. Consequentemente, a sustentabilidade será efetivada com pensamentos sensíveis ao valor inestimável dos seres vivos, conforme Kant defende ser a verdadeira ética.