O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 13/01/2021
Segundo o filósofo Kant, podemos julgar o coração de um homem pela forma como ele trata os animais. Analogamente, no Brasil, a falta de apoio governamental para a criação de métodos científicos alternativos ao uso de animais em experimentos permite os maus-tratos sofridos por esses. Desse modo, o pouco incentivo em pesquisas e a não fiscalização das indústrias dá consentimento para a prática.
Em primeiro plano, evidencia-se a não fiscalização das indústrias como o principal fator da problemática. De acordo com a revista “Science”, cerca de 65% dos animais usados em laboratórios sofrem maus-tratos. Esse dado é alarmante ao país, visto que a obtenção de um produto provêm do sofrimento animal. Vale ressaltar que a falta de inspeção de agentes do governo nos laboratórios permite que casos assim, infelizmente, continuem e aumentem, além de colocar no mercado nacional uma mercadoria suja.
Outrossim, salienta-se o pouco incentivo em pesquisas como outra causa da problemática. Conforme a revista Galileu, o Brasil é uma reserva de pesquisadores pouco explorados. Nesse contexto, esse fato mostra que o governo brasileiro não investe nas pesquisas nacionais. Além disso, o não investimento acarreta na continuação do uso arcaico dos animais em pesquisas, pois não será possível fornecer alternativas viáveis e outros tipos de resultados em diferentes vertentes.
Dessa forma, o uso e maus-tratos dos animais em laboratórios industriais devem ser combatidos e eliminidos do país. O governo, portanto, deve fornecer alternativas para as empresas e, por meio do investimento em pesquisas universitárias, buscar opções que possam substituir os seres vivos, além de propor a mesma eficácia de resultados do uso de um animal. Ademais, o governo deve também contratar mais policiais, com a finalidade de garantir a fiscalização dos centros científicos e evitar o sofrimento e a utilização de cobaias vivas. Espera-se, com isso, valorizar a ciência nacional, proporcionar o bem-estar animal e julgar o bom coração do homem.