O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 08/12/2020

A tradicional forma de atingir resultados por meio dos animais nos testes laboratoriais é secular e métodos substituintes são um grande pleito das organizações de proteção animal. Nesse contexto, no Brasil, o uso desses seres em pesquisas é evidentemente presente e são, em muitos casos, degradantes e inaceitáveis. Com isso, é válido analisar a desumanização das empresas e as leis insuficientes que tornam essa situação lamentável.

Em uma primeira análise, é de conhecimento geral a ampla utilização de animais em testes científicos nas empresas brasileiras, que, muitas vezes, menosprezam a integridade desses seres. Segundo o grandioso biólogo Charles Darwin, os integrantes do Reino Animal não diferenciam fundamentalmente dos seres humanos: demonstram sentir dor, felicidade e sofrimento. Desse modo, os danos causados nos laboratórios corroboram a falta de empatia por parte do homem, que, infelizmente, prioriza o viés mercadológico e prescinde dos direitos animais.

Paralelo a isso, as leis existentes que condicionam o uso de animais em teste científicos são ineficientes e não promovem a busca por métodos alternativos para atenuar o cenário atual. De acordo com a Lei Arouca, essa atividade é permitida e aceita nos centros de pesquisas brasileiros. Dessa maneira, a concessão dessa possibilidade pelo Poder Público fomenta essa ação e desestimula a efetiva substituição a ser realizada por um modelo humanizado, tendo em vista a triste falta de plano estatal para mudar essa realidade.

Em síntese, a desumanização das empresas e as leis insuficientes implicam a precariedade no uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil. Nesse âmbito, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologias e Inovações, por meio de verbas públicas, estimularem a busca e efetivação de métodos alternativos, com o intuito de diminuir a vasta utilização de seres nos laboratórios, a fim de preservar a vida e desviar condições degradantes nos importantes e imprescindíveis centros de pesquisas com a continuidade das inovações de forma humanizada. Desse modo, espera-se a não exposição de seres capazes de sentir dor à situação cruel de testes, que poderão, em sua maioria, ser evitados.