O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 03/12/2020

Na animação Pink e o Cérebro, é retratada a história de dois ratos de laboratório que sofreram mutações por causa de experimentos demasiados por humanos. Fora da animação, o uso de animais em testes e pesquias científicas é comumente. No entanto, muitos animais são vítimas de maus-tratos, como os dois personagens do desenho infantil, fato que se justifica pela falta de normas mais rígidas e pela ausência do Estado em fiscalizar esses centros de pesquisa. Diante dessa problemática, medidas são necessárias.

Em primeira análise, a escassez de leis mais eficazes, que protegem a exploração desses seres irracionais é um ponto que merece ênfase, visto que o abuso de animais é crime no Brasil. Por conseguinte, apesar da Lei número 11.794 de 8 de dezembro de 2008 que estabelece critérios para a utilização de animais no meio científico, ainda ocorre violações, como o acontecido em 2013, no Instituto de Pesquisa Royal. Portanto, fica claro a necessidade de condutas para proteger esses seres vivos em prejudicar a ciência do país.

Além disso, é visível que o poder público é um dos principais culpados pelo uso de animais irracionais em laboratórios, pois não fornece recursos aos institutos de pesquisa para desenvolverem métodos alternativos de testes. Segundo a pesquisadora da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, Silvana Gorniak, o uso de seres irracionais em experimentos é opcional. Com base nisso, é inegável que existe formas de combate o aproveitamento abusivo desses bichos.

À partir da constatação dos fatos mencionados, cabe ao Ministério da Saúde implementar via mais eficazes ao combate ao uso de animais com fins científicos, por meio de leis mais rígidas e a criação de programas federais que destine verbas para o uso da ciência em desenvolver alternativas para os testes e experimentos. Somente assim, o país avançará no âmbito científico sem prejudicar a vida de outros seres vivos.