O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 30/11/2020

Durante a 2° Guerra Mundial, foram realizadas “experiências” desumanas, cruéis, e muitas vezes mortais em milhares de prisioneiros dos campos de concentração nazista.  Décadas depois, ao invés de humanos, tornou-se “legalmente” possível à continuidade do procedimento em animais, proporcionando índices alarmantes de mortes e maus tratos desses, em laboratórios. Nesse sentido, pode-se afirmar que a negligência governamental e a escassa abordagem da problemática agravam essa situação.

Mormente, é fulcral pontuar a ausência da postura do governo, no que concerne à criação de medidas para aniquilar o problema. Apesar da existência de tecnologias inovadoras- como a fabricação de alimentos em 3D-, não existe investimento para a criação de técnicas que substitua esse processo. Conforme o site “Anda”, mais de 100 milhões de animais sofrem e morrem anualmente, vítimas das experimentações. Dessa forma, a falta de posicionamento governamental em criar alternativas para que esses experimentos deixem de ser realizados nos animais, propicia a continuação da mortalidade dos bichos.

Outrossim, é indispensável ressaltar que a falta de repercussão sobre à temática contribui para que o assunto seja tratado com descaso. Dessa maneira, a mídia negligência o debate acerca dos mais tratos contra esses animais, o que faz à sociedade não contribuir com denúncias para esses casos. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman " tudo o que fazemos ou deixamos de fazer impacta na vida de todos, e tudo o que as pessoas fazem ou se privam de fazer afetam nossas vidas". Analogamente, é indubitável que a pouca ou inexistente abordagem midiática proporciona  à consolidação e perpetuação desse mecanismo cruel.

Depreende-se, portanto, a necessidade de soluções para sanar o impasse. Em princípio, é fundamental que o Governo Federal proíba a utilização de animais em testes laboratoriais, por meio de um projeto de lei- votado e aprovado na Câmara do Senado- que torne crime o uso do bichos para esse fim. Além disso, invista - mediante verbas do Tribunal de Contas da União- em pesquisas por métodos alternativos, às quais serão realizadas por cientistas e estudantes nas grandes universidades, para que seja reduzido o número de óbitos de animais no país. Ademais, é essencial que a mídia, importante formadora de opinião, introduza esse assunto dentro dos lares brasileiros, por intermédio de propagandas e reportagens jornalísticas, visando tornar a sociedade ciente e mobilizá- lá a participar da resolubilidade da questão.