O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 06/11/2020
Promulgada em 1978, a Declaração Universal dos Direitos dos Animais defende que o homem não pode atribuir-se o direito de exterminar outros animais ou explorá-los. No entanto, na sociedade moderna é observado o oposto do que é pregado pela Declaração, em virtude do contínuo uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil. Em vista disso, o consumismo desenfreado corrobora para o acréscimo desse cenário, além dos animais serem submetidos a dor e sofrimento.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que o consumismo incentiva tal prática de testes experimentais em animais. Nesse sentido, com ascensão do modelo capitalista de produção e o acréscimo de indústrias farmacêuticas e de cosméticos, ocasionou no aumento de testes in vivo, sendo na maioria das vezes realizados em animais. Logo, de acordo com o sociólogo Karl Marx, “Em um mundo capitalizado a busca pelo lucro ultrapassa valores éticos e morais”. Dessa forma, o que motiva a utilização das pesquisas científicas é a tentativa de sucesso na comercialização dos produtos, e assim futuramente obterem altos lucros.
Ademais, outro aspecto a ser abordado é o fato dos testes submeterem os animais ao sofrimento, dor, e até transtornos psicológicos. Nessa perspectiva, há uma corrente de neurocientistas que sugere que animais não humanos, possuem substratos neurológicos que geram a consciência e comportamentos intencionais, ou seja, são capazes de sentir dor. Outrossim, a invasão dos ativistas ao laboratório de pesquisas em São Roque-SP, no ano de 2013, em razão de supostos maus-tratos, pressupõe a ideia do ambiente cruel que os animais usados em testes in vivo habitam.
Depreende-se, portanto, a relevância da criação de alternativas para atenuar o uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil. Cabe ao Governo Federal, junto ao Estado, unirem-se para diminuir o consumismo na esfera social, por meio de campanhas publicitárias, a fim de informar a sociedade que as indústrias utilizam animais em testes de produtos para conseguir sucesso na demanda de mercadorias e na comercialização. Além disso, o Ministério da Ciência deve criar projetos que visam no desenvolvimento de meios que substituem os animais em experimentos científicos, por meio da liberação de capital, a fim de reduzir os maus-tratos realizados durante os testes. Desse modo, será possível conter o uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil