O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 28/10/2020

Ganhador do Prêmio Nobel de Medicina, o médico Alexander Fleming foi o criador da Penicilina, o primeiro antibiótico utilizado. Em decorrência, esse avanço só foi bem sucedido na época, devido ao uso de animais em seus testes científicos. Isto posto, o uso de animais em pesquisas e testes científicos ainda é necessário para a criação de medicamentos e vacinas, utilizados na proteção e preservação da vida humana. Contudo, nos últimos anos, os países, com ênfase no Brasil, conduzem práticas antiéticas e descontroladas do uso de animais em suas pesquisas, assim como, desempenham testes de produtos, considerados fúteis a vida humana, sacrificando ou maltratando animais sem uma real necessidade, retardando assim, o progresso do desempenho sustentável no Brasil.

Em primeiro plano, a legislação brasileira determina que toda a instituição que utiliza animais em pesquisas tem que estar cadastrada no Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), de modo que seus experimentos sejam aprovados e submetidos às Comissões de Ética em Uso de Animais (CEUAs). Entretanto, o cadastro de muitas corporações está desatualizado, permitindo  que entidades e organizações desonestas e ilícitas realizem práticas antiéticas, bem como, o uso inconsequente de animais nas pesquisas, proibidos pela lei. Desse modo, é fundamental uma atualização nos cadastros, somada a uma melhor fiscalização dessas empresas, com o intuíto de abolir empresas que não cumpram com a legislação.

Em segundo plano, a fabricação de cosméticos e produtos de beleza crescem progressivamente, no Brasil, e embora muitas empresas estejam se tornando “cruelty free”, livres de testes em animais, muitas ainda perduram em ultilizar os animais para experimentos de seus produtos. Nesse sentido,  muitos animais são usados em experimentos cruéis e insensíveis para a fabricação de maquiagens, cremes e outros produtos de beleza, produtos que não são vitais a saúde humana. Para exemplificar,  178 beagles e 7 coelhos, animais proibidos para testes, foram retirados por ativistas e moradores de São Roque, no interior paulista, de uma das sedes do instituto Royal, que realizava testes de cosmeticos ilegais nesses animais.

Partindo desse pressuposto, para acabar com as empresas de cosméticos brasileiras que ainda fazem uso de animais, é necessário que essas, busquem maneiras inovadoras de testes de produtos, por meio da substituição de animais por tecidos vivos, prática muito utilizada em países desenvolvidos, a fim de cessar os experimentos que prejudicam o bem estar dos animais. E para as que continuarem com  os testes , cabe a sociedade o boicote legal a essas empresas. Dessa maneira, o uso de animais em pesquisas e testes científicos será minimizado no Brasil.