O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 27/10/2020
A obra cinematográfica “Gattaca” retrata uma realidade em que a tecnologia avançada substituiu o uso de animais em testes científicos. Contudo, fora da ficção, a realidade é outra, tendo em vista, que o uso de animais em pesquisas no Brasil é majoritário. Nesse viés, o problema perpetua-se devido à omissão governamental e questões tecnológicas.
Primeiramente, é válido afirmar que o Estado é omisso sobre o uso de animais em pesquisas. O Estado é responsável por garantir que os preceitos constitucionais sejam cumpridos. Todavia, o Estado não cumpre sua função quando não promove políticas públicas para que meios alternativos de pesquisas sejam criados. Assim, a constituição permanece sendo ferida, uma vez que interesses humanos se sobrepõem a intenção de valorizar e proteger os animais usados em pesquisas.
Ademais, é indubitável que a tecnologia contribui para o avanço das pesquisas. A terceira Revolução Industrial do século XX promoveu um enorme avanço na área tecnológica, a qual caminhava lentamente nos séculos passados. No entanto, apesar do desenvolvimento tecnológico, ainda são usados animais em testes de pesquisa para o desenvolvimento de produtos que posteriormente serão usados pelos homens. Desse modo, é controvertido o cenário tecnológico perante as antigas práticas de pesquisas, as quais devem ser substituídas a fim de beneficiar a vida animal e o desenvolvimento ético da nação.
Portanto, urge que medidas sejam tomadas para combater a problemática.
Nesse contexto, o Governo Federal, por meio de políticas públicas, deve investir financeiramente em tecnologia para que o campo científico continue se desenvolvendo, observando que os animais possuem seus direitos e não devem continuar sendo utilizados na realização de testes, com a finalidade de contribuir para que o ramo científico descubra métodos alternativos para realização de pesquisas laboratoriais. Destarte, o Brasil caminhará aos rumos do universo de “Gattaca”.