O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 22/10/2020
O uso de animais com objetivos científicos é uma prática comum que vem sendo empregada desde a antiguidade. Evidentemente, isso possibilitou várias conquistas, como por exemplo, a descoberta da penicilina, do anticoagulante e da anestesia. Entretanto, muitos animais sofreram para essas vitórias humanas. É necessário uma cautelosa discussão a fim de promover uma mudança na postura das pesquisas científicas.
É preciso, em primeiro lugar, lembrar que foi por meio dos estudos biológicos, os quais fizeram a comprovação de que animais não humanos, incluindo todos os mamíferos, aves, peixes e polvos possuem substratos neurológicos que geram consciência e comportamentos intencionais, isto é, eles podem sentir o medo e a dor. Diante desse fato ativistas não suportaram a bestialidade a qual os cachorros da raça “Beagles” estavam sofrendo, por isso não pensara duas vezes e destruíram o laboratório do instituto Royal, em São Paulo.
O Brasil possui iniciativas positivas para evitar esses caos. A prova disso, é a lei 9.650 e a Constituição de 1988, as quais garantem que a responsabilidade e a proteção da fauna e flora do país. Mas o Brasil ainda não possui um órgão específico para fiscalizar os métodos alternativos usados em laboratórios.
No entanto, essa é uma mudança difícil, visto que, para substituir o uso dos animais por completo será necessário um investimento alto em computadores ultramodernos e outros materiais caros. Além disso, segundo profissionais da área, alguns procedimentos não devem ser testados em seres humanos, pois tem efeitos colaterais desconhecidos.
Por esses motivos a substituição acontecerá de forma lenta e ninguém pode garantir que será integral. Por isso, o investimento em máquinas e programas que possam substituir as experiências em animais sempre que for possível é tão importante. Materias que imitam o corpo humano ou até mesmo o uso de cadáveres, além de voluntários conscientes sobre os riscos e procedimentos são opções viáveis.