O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 22/10/2020
No atual contexto social, é notória a necessidade de ir de encontro à problemática do uso de animais em experimentos no país vigente. Nesse sentido, é possível afirmar que o problema representa um desafio a ser combatido de forma mais organizada pela sociedade brasileira. No entanto, nota-se que barreiras são enfrentadas para solucionar o dilema, seja pela inação do Estado, seja a partir da ignorância de alguns indivíduos.
Mormente, vale destacar que a negligência das esferas de poder público, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências figura como um fator preponderante para a ratificação do entrave. Acerca disso, é pertinente trazer o discurso do naturalista e biólogo, Charles Darwin, no qual ele nos diz que: O amor por todas as coisas vivas é o mais nobre atributo do homem. Em razão disso, constata-se que nossos atuais líderes políticos estão indo contra o racionalista, haja vista que, no Brasil, milhares de animais são sacrificados todos os anos em experiências inúteis ou que não são equivalentes ao custo em vida.
Outrossim, observa-se que, conforme o grande pensador da antiguidade
Sócrates, os erros são consequência da ignorância humana. Por exemplo: o Japão entrou em uma guerra, que matou milhões de civis, em busca de petróleo, fonte vital para a mobilização da economia, contudo depois da sua inevitável derrota ele investiu em fontes alternativas de energia, e hoje é pioneiro no uso de energia elétrica, pois seu pequeno território com escassos recursos minerais está em uma posição privilegiada no tocante à energia solar. Logo, se um país consegue reestruturar toda sua infraestrutura o Brasil, também, é capaz de romper com técnicas arcaicas e criar um método ético para desenvolver suas pesquisas.
Torna-se importante, portanto, ressaltar a urgência de ações para frear o quadro atual. Nesse contexto, o Governo Federal, na função de Poder Legislativo, deve reduzir a alarmante taxa de animais mortos em laboratórios, por meio de leis e decretos, que punam com severidade pessoas que usam seres vivos para desenvolver pesquisas de forma não ética, a fim de incentivar o interesse dos cientistas, bem como órgãos responsáveis por tais pesquisas, por técnicas alternativas. Só com essas mudanças o país tornar-se-á verdadeiramente ético e os valores nobres inerentes ao homem, defendidos por Darwin irão ser concretizados na prática.