O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 22/10/2020

Desde a Grécia antiga e com o desenvolvimento avançado da ciência e tecnologia, o uso de animais para obtenção de conhecimento científico vem sendo cada vez mais pertinente. No entanto a utilização abusiva de animais por muitos integrantes do ramo da comunidade científica vem induzindo discussões éticas, envolvendo profissionais da biomedicina e de outras áreas, além da filosofia moral, que se empenham para garantir que esses seres sencientes  sejam tratados com ética e estabelecer restrições ao uso.

Entretanto, pesquisadores afirmam que a tecnologia de cultura celular e modelos de computador seriam métodos alternativos capazes de substituir os animais, porém, é evidente que procedimentos como estes são extremamente mais caro, então é vantajoso para as empresas por apresentar menor custo. Outra vantagem é a economia do espaço.  “Para se criar e manter animais, é necessária toda uma estrutura de biotério, como estantes, caixas, alimentação, controle de ambiente etc”, explica o pesquisador Octávio Presgrave, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz. As desvantagens são poucas, mas especialistas apontam que, em alguns casos, a falta de interação de uma substância teste com um organismo vivo pode atrapalhar os resultados. Portanto, continuar o testes em cobaias acaba sendo mais favorável para empresas.

Devido às crueldades e abusos causados ​​pelo uso de organismos no campo experimental, a ética compreende o entendimento dos procedimentos científicos. Nessa perspectiva, é necessário estabelecer conhecimentos sobre experimentos com animais e permitindo informações que possibilitem compreender o significado ético do uso de animais em pesquisas. Dada as crueldades cometidas na prática experimental em animais, muitas das vezes é por interesses pessoais e econômicos nos quais a vida de outro ser é tratada com inferioridade e pode ser descartado em quaisquer circunstâncias, portanto, os experimentos com animais devem ser entendidos como sintomas de desequilíbrio entre a natureza e a humanidade.

Em suma, é evidente que muitos avanços no conhecimento foram obtidos com o uso de animais, contudo é importante refletir até que instante esses procedimentos são éticos e se justificam. Diante dessa problemática, cabe ao Ministério da Ciência, tecnologia, Inovação e Comunicação promover a fiscalização e a ampliação da punição para o uso inadequado de animais no ensino e na pesquisa, como multas para aqueles que desrespeitar a Lei Arouca. É papel do governo também investir em projetos que proíbam os testes, investindo em outras alternativas. Com o propósito de que as empresas e o meio científico respeitem e promovem a segurança dos animais.