O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 25/10/2020
A Lei Arouca 11.794 da Constituição Federal de 2008 aprova o uso de animais em procedimentos científicos e experimentais. Na contemporaneidade, usa-se animais para experimentos e testes que envolvam efeitos colaterais de vacinas, eficácia de produtos para pele e até para fabricar vestimentas. Outrossim, o uso de bichos para realização de pesquisas nem sempre acaba em bons resultados, devido à experimentos que dão errados e prejudicam a saúde do animal testado. Nesse sentido, convém destacar o perigo da execução de experiências comprometendo a saúde dos animais e o risco de resultados obtidos em testes com eles não apresentar o mesmo efeito colateral ou eficiência em humanos. Em vista disso, urge a importância de debater o assunto.
A priori, ressalta-se o perigo da realização de experimentos que comprometem a saúde dos animais. De maneira análoga, tal fato gera tortura e infere no físico e mental dos próprios, uma vez que testes científicos mal sucedidos deixam sequelas, podendo ocasionar até um óbito. Explica tal fato a pesquisadora em Filosofia Moral Cátia Faria, “é falso afirmar que a maioria dos experimentos em animais existam para aliviar o sofrimento humano”. Logo, o uso de animais para testagem de produtos e pequisas torna-se evidente e problemático.
A posteriori, ressalta-se a possibilidade dos testes feitos nos animais nem sempre apresentarem o mesmo resultado em humanos, visto que apesar de serem organismos parecidos, possuem diferenças. Como desdobramento, vem a ser invalidado todo o processo realizado em bichos , se ao final os produtos testados não terem validade ou aplicabilidade em seres humanos, gerando uma execução de certa forma desnecessária, causando sofrimento em animais para posteriormente o produto não possuir funcionalidade ou causar efeitos inesperados na humanidade. A saber, na visão do Dr. Herdegg, “os testes em animais que têm o objetivo de determinar os efeitos de medicamentos em seres humanos são um disparante”. Assim, transfigura-se nítido a importância social para que tal fato mude.
Mediante ao assunto, são válidas atitudes a fim de promover a diminuição do uso de animais em experimentos e pesquisas científicas no Brasil. Assim sendo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em parceria com laboratórios, promover mídias sociais e campanhas que apresentem as situações torturantes em que animais cobaias vivem, no intuito de maior mobilização da sociedade para a causa. Cabe ainda aos laboratórios de pesquisa, juntamente com empresas que necessitam de cobaias, a realização de projetos que incentivem a população ao processo de cobaia ao invés de animais, diminuindo a necessidade de animais neste ramo e maior eficiência de produtos. Logo, será possível reduzir o uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil.